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    Distopia

    Kate Willians

    Arwen
    2015
    318 páginas
    10h 36m
    ISBN-13: 9788568255094
    Português Brasileiro
    4
    99 avaliações
    Leram115Lendo3Querem181Relendo0Abandonos1Resenhas41
    Favoritos26Desejados181Avaliaram99

    Em uma sociedade governada por militantes, com um sistema incorruptível, as crianças são isoladas no regimento militar aos sete anos de idade e treinadas para serem soldados. Lá, eles aprendem da forma mais cruel a atirar e a matar, perdendo muito cedo a sua inocência. Depois da Grande Guerra, o mundo passou a ser dividido entre governantes e governados e cada um tem as suas dores, suas mágoas e limitações. E o que nos resta saber é: de qual lado você está? Porque no final das contas, não estamos vestidos para lutar... Assim como nunca estaremos vestidos para morrer...

    Resenhas (41)Ver mais
    Leticia Golz Silva picture
    Leticia Golz Silva11/01/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resenha - Distopia

    Distopia é o livro de estreia da autora Kate Willians e uma publicação da Editora Arwen. Três coisas são bem convidativas nesse livro: a sinopse, a capa e o gênero. Quando o solicitei mal podia esperar para ler, mas a obra não é bem tudo aquilo que eu esperava. Como a descrição já diz, Kate nos apresenta um mundo separado pelos governantes e pelos governados. O primeiro domina o segundo, obviamente. Separados por imensos muros, os governados devem seguir todas as regras do Regimento, e quando se recusam, são severamente punidos. As crianças mal completam sete anos e já devem separar-se dos pais e entrar para o Regimento, onde serão treinados com armas e aprenderão a matar. "Quem se atreveu a pronunciar em voz alta sobre discordar do Regimento, ou das regras ditadas pelo coronel, nunca mais foi visto." (p. 14) Neste mundo distópico conheceremos Thiago e seus amigos, assim como Laura, a filha do coronel do Norte, o governante absoluto dessa região. Também iremos conhecer outros personagens marcantes como Enzo, o instrutor do grupo de garotos onde Thiago está. Logo que os meninos chegam no Regimento, eles começam a ver que a vida ali não será nada fácil, ainda mais se depender do sargento deles, que é extremamente cruel. Os amigos então terão que vencer seus medos, fazer escolhas e ter coragem para enfrentar o destino que os aguarda. "O exemplo vivo disso eram os corpos putrefatos que formavam montes, jogados aos cantos do muro. Os governantes faziam questão de deixá-los à mostra para lembrá-los o que acontecia quando alguém ousava questionar suas ações." (p. 20) Logo nas primeiras páginas já fiquei indignada com as regras em que toda a sociedade tinha que se submeter e, logo pensei que a história prometia. Mas para minha decepção eu lia, lia e nada de alucinante acontecia. A narrativa, na maioria das vezes, em terceira pessoa, girava mais na convivência dos personagens e o dia a dia deles, e com isso foi possível conhecer suas personalidades. Obviamente conhecer bem os personagens é um ponto positivo para o livro, porém, dois terços da obra só ficou nisso, e eu ansiava por acontecimentos mais eletrizantes, o que não veio, até perto do final. Outra ressalva que faço é a passagem de tempo. No início os acontecimentos se alternavam entre passado e presente, mas não tinha uma divisão que tornasse isso mais claro, e acabou ficando um pouco confuso na hora da leitura. Além disso, quando os garotos chegaram no Regimento, os diálogos deles não pareciam com o de uma criança de sete anos, na verdade eles pareciam falar como adultos (pelo menos na minha visão). Acredito que de tudo, o que mais me incomodou foi o final corrido. Quando finalmente algo eletrizante ia acontecer, veio um desfecho rápido e fácil demais. Apesar de muitos personagens queridos terem morrido, tudo acabou muito simples. Mas Distopia apresenta aspectos positivos, e três estrelas não é uma nota ruim. A escrita da autora merece destaque, pois é extremamente fluída e gostosa de acompanhar. Acredito que por ser sua primeira obra, ela acertou em muitos pontos como, a criatividade da história que de fato é convidativa. A criação dos personagens também me agradou, e os laços de amizade formado entre eles foi forte e comovente. Me senti cativada por todos eles. "Assim como nunca estaremos vestidos para morrer, meu rapaz. Ninguém sabe que terá que lutar até levar o primeiro soco." (p. 131) Quanto a parte física gostei muito do trabalho da Arwen. O livro possui folhas amareladas, com fonte em tamanho confortável e não notei erros de revisão. A capa é chamativa e foi muito bem produzida. Só um detalhe nela que me chamou atenção. Não me recordo de ter lido cenas de enforcamento na trama, e não entendi porque na capa e contra capa tem tais ilustrações. Apesar de todas as ressalvas, como mencionei, não foi uma leitura ruim. A premissa é muito chamativa e se o livro fosse mais aprofundado em cenas de lutas e na crueldade dos governantes pelos governados, por exemplo, ficaria uma distopia e tanto! Vou querer conferir o segundo livro, e ver se teremos mais elementos assim. De qualquer maneira, é uma ótima leitura para quem curte o gênero e gosta de conhecer novas obras nacionais.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 99
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Kate Willians profile picture

    Kate Willians

    Kate Willians é escritora e estudante de letras. Escreveu seu primeiro livro aos 15 anos e o segundo Debaixo das minhas asas, publicou aos 17. Já foi a blogueira responsável pelo Drunk Culture e hoje se dedica apenas a escrita. Tem 20 anos e o seu maior sonho, é encantar as pessoas com suas palavras. A literatura a salvou, e espera um dia conseguir usar a mesma fonte para salvar outras pessoas. É extremamente apaixonada pelo que faz e adora passar o tempo livre com a família e com um pug bagunceiro e totalmente sem noção chamado Bob.

    7 Livros
    90 Seguidores
    Ceará, Brasil

    Kate Willians