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    Apostolicam actuositatem - Decreto do Concílio Vaticano II sobre o Apostolado dos Leigos

    Concílio Vaticano II

    Paulinas
    1965
    23 páginas
    46m
    ISBN-13: 9788535629781
    Português Brasileiro
    4.6
    5 avaliações
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    Apostolicam Actuositatem é o decreto do Concílio Vaticano II sobre o Apostolado dos Leigos. Foi aprovado pelo voto de 2.340 votos a 2 dos bispos reunidos no Concílio e promulgado pelo Papa Paulo VI em 18 de novembro de 1965. O título em latim significa "Atividade Apostólica", que vem da primeira linha do decreto, como é costume em documentos católicos importantes. O objetivo do documento era encorajar e guiar os leigos católicos em seu serviço cristão. Neste decreto, o Concílio procurou descrever a natureza, o caráter e a diversidade do apostolado leigo, estabelecer seus princípios básicos e dar diretrizes pastorais para seu exercício mais eficaz. Os objetivos específicos do ministério leigo são: evangelização e santificação, renovação da ordem temporal pela qual Cristo é o primeiro em todas as coisas, e obras de caridade e ajuda social

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    Everton Gonçalves picture
    Everton Gonçalves30/04/2026Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    O livro integra a coleção "Revisitar o Concílio", foi lançado no contexto das comemorações dos cinquenta anos do Concílio Vaticano II. Embora a obra já tenha 10 anos de publicação, continua muito atual, e tem o claro objetivo de resgatar o impulso renovador deste que foi o maior evento eclesial do século XX, ajudando a compreender as marcas históricas que ele deixou na vida da Igreja. O livro funciona como um guia de estudo e não apenas como uma simples reprodução do documento oficial. Na primeira parte, Almeida oferece uma profunda contextualização histórica e teológica, descrevendo a "pré-história" do Decreto. O autor detalha o "difícil parto" do texto, que enfrentou resistência dos bispos por apresentar, inicialmente, uma visão ainda muito clerical e dependente de modelos rígidos como a Ação Católica. Após cinco redações intensamente debatidas, o Concílio finalmente aprovou um texto que acompanhava a visão renovada de Igreja. O autor também revisita as contribuições essenciais de correntes teológicas e pensadores anteriores ao Concílio, como Jacques Maritain, Yves Congar e Karl Rahner, que ajudaram a construir o que ficou conhecido como a "teologia do laicato", dando dignidade e autonomia à ação do leigo no mundo. Uma das chaves de leitura mais fortes propostas pelo autor é a compreensão da Igreja como "Povo de Deus", ideia que ele compara a uma "revolução copernicana". A obra demonstra que, antes de haver distinção entre clero e leigos, existe uma igualdade fundamental conferida pelo Batismo e pela Confirmação. A partir dessa base, o livro explora a verdadeira identidade secular do cristão leigo. Fica claro que os leigos são a presença privilegiada da Igreja no mundo contemporâneo. Antonio José de Almeida reforça que a complexidade da sociedade atual e a autonomia das realidades temporais exigem a atuação laical. Em muitos setores decisivos e de ordem ética, o apostolado do leigo é urgente, pois onde o clero não chega ou é escasso, a Igreja dificilmente poderia garantir sua presença sem a ação transformadora dos leigos. Uma particularidade muito interessante e didática desta obra é o tom próximo que o autor estabelece com o leitor. Consciente de que documentos eclesiais podem soar técnicos ou frios no início, Almeida aconselha os leitores a começarem a ler o Decreto de trás para frente, iniciando pela "Exortação final". Ele a descreve como um grito apaixonado do próprio Espírito, um apelo vibrante capaz de puxar o leitor "pelo coração" para, em seguida, mergulhar na densidade teológica do resto do texto. Em suma, o texto é uma ferramenta acessível, essencial e esclarecedora. A obra cumpre excelentemente o seu papel de traduzir a importância do apostolado leigo não apenas como uma função de "ajudante" da hierarquia, mas como uma vocação urgente, autônoma e própria, chamando os cristãos a serem o verdadeiro fermento de Cristo nos ambientes familiares, políticos, culturais e sociais do mundo moderno.

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    Concílio Vaticano II

    O Concílio Vaticano II (CVII), XXI Concílio Ecumênico da Igreja Católica, foi convocado no dia 25 de Dezembro de 1961, através da bula papal "Humanae salutis", pelo Papa João XXIII. Este mesmo Papa inaugurou-o, a ritmo extraordinário, no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio, realizado em 4 sessões, só terminou no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI.

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