The Story of Alice - Lewis Carroll and the Secret History of Wonderland

    Robert Douglas-Fairhurst

    HARVILL SECKER
    2015
    496 páginas
    16h 32m
    ISBN-10: 1846558611

    BBC Radio 4 Book of the Week. Wonderland is part of our cultural heritage - a shortcut for all that is beautiful and confusing; a metaphor used by artists, writers and politicians for 150 years. But beneath the fairy tale lies the complex history of the author and his subject: of Charles Dodgson, the quiet academic, and his second self, Lewis Carroll - storyteller, innovator and avid collector of 'child-friends'. And of his 'dream-child', Alice Liddell, and the fictional alter ego that would never let her grow up. This is their secret story: a history of love and loss, of innocence and ambiguity, and of one man's need to make Wonderland his refuge in a rapidly changing world. Drawing on previously unpublished material, Robert Douglas-Fairhurst traces the creation and influence of the Alice books against a shifting cultural landscape - the birth of photography, changing definitions of childhood and sexuality and the tensions inherent in the transition between the Victorian and modern worlds.

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    Joaquim Coelho24/07/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Eterno mistério.

    Eu não recomendaria esse calhamaço para quem já é estudioso de Lewis Carroll. Provavelmente você nao encontrará muita novidade aqui. Senti que desperdicei um pouco do meu dinheiro. Parte disso foi porque esperava um pouco mais de análise literária e o que recebi foi puramente biográfico. A leitura foi arrastada por diversas vezes porque o autor ou discorria sobre algo que eu já estava careca de saber ou que não parecia ter relevância alguma. Entretanto, isso não significa que a leitura não me proporcionou bons momentos e reflexões. Particularmente sobre a sexualidade do Lewis Carroll. Com certeza, isso era uma parte que nem a sociedade e nem ele mesmo entendiam. Eu me pergunto se esse assunto seria um mistério se ele nascesse hoje. Meus palpites transitaram entre homosexualidade, assexualidade, transexualidade e, claro, aquela famigerada parafilia que já estamos cansados de ouvir sendo correlacionada a ele. Mas, se Lewis Carroll foi mesmo um pedófilo, está bem claro que abusar de uma criança foi algo que ele nunca chegou perto de fazer. Seu interesse por elas estava além de ser algo exclusivamente pessoal, o livro fez um bom ponto ao demonstrar que crianças eram um símbolo importante dos movimentos artísticos da época. Era uma tendência que Carroll não poderia escapar mesmo se quisesse. Foi bom lembrar que nada é tão preto e branco assim. O livro também me fez chegar a muitas conclusões sobre o porquê Alice foi e ainda é um livro popular. A literatura nonsense foi uma precursora do surrealismo e, mais atualmente, do pós-modernismo! O fato do autor e suas histórias serem cheios de lacunas não preenchidas, de (i)lógica do inconsciente e ambiguidade moral fazem Alice ser à frente do seu tempo. "Carroll queria permanecer um mistério. 'Meu objetivo constante é permanecer, pessoalmente, desconhecido para o mundo'. Sua primeira publicação foi para a Revista da Escola Richard em 1845, uma história que se chamava 'O Desconhecido', que, apropriadamente, nenhuma cópia sobreviveu." Há quase 200 anos, Carroll acessou uma verdade humana sublime que transcende épocas e culturas e garantiram a imortalidade da obra: que o mundo não tem e nunca terá total sentido, que não existem verdades absolutas apenas pontos de vista, e que, para não enlouquecermos com isso, devemos encarar o mundo como uma criança. Com leveza, aceitando o absurdo, mas continuando curiosos e questionadores.

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