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    Além das nossas forças

    J B Barone

    Gráfica Editora Cricaré
    2015
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788591734757
    Português Brasileiro
    2
    1 avaliação
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    Ageu é um rapaz sonhador e determinado a sair das sombras imponentes de sua família e que acabou trilhando caminhos errados para atingir seus objetivos, mas por amor acabou se redimindo e retornando ao seu ponto paz. Isis é uma garota apaixonada que acredita que o amor é capaz de interligar dois destinos, mesmo que eles sigam caminhos tortuosos e distantes. A família Ribeiro ensina ao leitor que o que é importante nessa vida o dinheiro não pode comprar. E também mostra que tudo acontece por uma razão e que com muita fé, esperança e amor as coisas se acertam no seu devido tempo. A história nos mostra que nunca é tarde para recomeçar. Você começa a ler e se vê imersa num misto de sentimentos, tendo a sensação de estar realmente na fazenda Ases Bíblicos e se vê dividida entres a dor dos familiares e de Isis pela partida de Ageu e ao mesmo tempo compreendia a vontade de Ageu de provar sua independência apesar de fazer isso com atitudes duvidosas. Essa mescla de situações que o livro consegue abordar nos faz refletir sobre situações que acontecem no dia a dia e desperta diversos sentimentos. É difícil defini-los, só mesmo lendo para entender essa sensação. São muitas as lições transmitidas, de amizade, de amor, de carinho, de fé, de paciência e compreensão. Sinto que vou me lembrar dessa história por um longo tempo. Para finalizar, não posso deixar de dizer que é impossível não se encantar e torcer pelo romance de Ageu e Isis. É uma história de amor digna de cinema, são dois destinos fadados a se encontrar e se reencontrar. Com certeza é um livro capaz de te fazer rir, chorar, se irritar, se emocionar e se viciar. Cuidado, iniciar a leitura é fácil, mas parar é quase impossível. Amanda Cristina Nello

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    Leandro de Oliveira Silva24/07/2015Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Carece de sentido

    Com a mínima pretensão de querer ensinar algo a alguém - pra não “dizer sem pretensão alguma de querer ensinar algo a alguém” - eu gostaria, antes de falar sobre o livro em si, de gastar uma ou duas linhas versando sobre a arte de escrever. Mais do que ceder a um impulso de criar algo, escrever um romance (ou qualquer coisa que se deseje assim chamar), acredito que é preciso obter pelo menos três respostas a três perguntas fundamentais: pra quem escrevo?, por que escrevo? e como escrevo?. O público alvo que quero atingir é a resposta mais óbvia, pois as pessoas não engolem qualquer coisa, rejeitam tudo o que é banal e preterem o que acham inadequado à sua forma de pensamento, faixa etária e nível de inserção social (não é à toa que há livros para adolescentes, para crianças e para adultos, o que não limita a leitura, mas crias faixas de acesso que auxiliam, sobretudo, o escritor); por que escrevo é uma pergunta que exige uma reflexão mais pessoal (onde quero chegar com meu texto?) e, finalmente, como escrevo, deve ser a principal resposta dentre as três necessárias. Isso diz respeito ao estilo de escrita do autor, a forma como ele escolhe para dar vida aos personagens e, principalmente, aos quesitos verossimilhança e suspensão da descrença, extremamente necessários para que um romance funcione da forma como deve funcionar. A maneira mais simples de aprender a escrever é lendo os clássicos (tanto universais quanto os nacionais). Isso leva a uma formação literária, muito em falta a grande parte dos novos escritores brasileiros, especialmente àqueles que tentam crescer à sombra do circuito oficial, por meio de blogs ou autopublicação. Outra maneira é lendo manuais literários, fazendo cursos, assistindo a palestras etc. Mas nada disso garante que se vá escrever bem, algo que só pode ser conquistado com muita perseverança e, principalmente, trabalho duro. Vamos ao livro. Além das nossas forças é um romance problemático desde o início. O personagem principal, Ageu, tem menos carisma do que uma porta e, tal qual as demais personagens do livro, possui a profundidade de uma poça d’água - ou seja, nenhuma. Como se não bastasse, seu romance com Ísis simplesmente não convence, pois tudo acontece em um plano tão artificial que fica difícil acreditar que ele realmente a ama, uma vez que diz não esquecê-la, mas na primeira oportunidade transa com outras mulheres (ainda dizendo que a ama). Não faz sentido algum! O autor possui domínio da escrita, mas parece desconhecer técnicas básicas de construção de enredo, como, por exemplo, a necessidade de criar um elo entre o leitor e os personagens centrais, de forma a superar a descrença e abrir espaço para reviravoltas do enredo. A narrativa ajuda a piorar tudo, com passagens rápidas e conflitos resolvidos de forma ridícula e incoerente (a mulher é abandonada e diz amar ainda mais o sujeito, só para citar um exemplo). Como o autor se baseia muito na Bíblia, talvez a misoginia detectada no livro tenha algo a ver com isso. Uma parte boa do romance é que ele é fácil de ler, flui rapidamente. Os capítulos longos e a inconsistência do núcleo do romance também ajudam a piorar tudo. A escrita de J B Barone (direta, simples, quase simplória, inconsequente e, por vezes, incoerente) me lembra um pouco Zíbia Gasparetto, e isso não é um elogio. Em certa passagem a avó reconhece duas meninas como netas imediatamente, com uma certeza irrevogável, baseada somente em uma foto. Em outra um personagem praticamente morto, vegetando sobre a cama, acorda por milagre da volta do filho pródigo. O “amor” de Ageu e Isis não desce pela garganta, entala e sufoca a gente até o final, de tão artificial. Acredito que o autor precise pensar um pouco nos conflitos que cria, analisar o que cada personagem faria, ponderar e, se preciso for, procurar por ajuda de um leitor-crítico para tomar decisões compatíveis com as que as pessoas tomam na vida real. Infelizmente o primeiro livro que leio de J B Barone não é um bom título, e não posso recomendá-lo. Acredito, porém, que é possível melhorar sempre, e que Barone pode ter acertado nos livros anteriores e vir a acertar no futuro, com grandes cenas e diálogos que não nos causem náuseas ou nos façam querer fechar o livro, ou resistir na leitura até “além das nossas forças”. Deus sabe.

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