A história é boa, embora a trama amorne um pouquinho lá pela metade...
O nosso Lorde aqui chama-se Sinclair e os amigos ( e os desafetos ) chamam-no de Lorde Sin ( pecado ), porque o rapaz é danado mesmo.
Apesar do apelido, o moço é do bem. Ele fica interessado na mocinha Mary ( eles tem uma amiga em comum, a Vitória, do outro livro da série ), e como já tem pensado em casar-se, mas não quer qualquer noiva, e muito menos uma que agrade o seu pai, escolhe a Mary, filha de um pastor que acabou de falecer. A jovem está no sufoco, sem família e em breve, sem casa.
Sinclair tem a solução para o problema dela oferecendo-lhe casamento, mas a mocinha fica reticente , temendo sua união com um nobre mal-falado , o que virá disso, etc.
Depois de uns beijos bem dados, o lorde Pecado convence a moçoila e ela aceita casar-se ( quem não? ).
Lógico que naquela época ( e até hoje, certamente ) um ricaço casar com uma pobretona gera espanto, e o nosso herói quer mais é uma polêmica com o pai, com quem vive uma relação problemática. A situação familiar fica ainda mais tensa, e afeta Mary diretamente.
Depois do casamento o casal entra em crise, com pensamentos do tipo : "Ah !! EU NÃO A MEREÇO!" e "ELE SE CASOU COMIGO SÓ PRA AFRONTAR O PAI, OHHHHH!"
É nessa situação difícil que o amor vai nascendo.
Ninguém é iludido com promessas de um amor futuro, mas há muita atração entre o casal. Chato é que eles se controlam demais, e toda vez que o "rala-e-rola" inevitável acontece, um dos dois fica deprimido e arrependido, não conversam sobre seus problemas e demoram para esclarecer as coisas entre eles.
Ainda para complicar as coisas, Mary sofre tentativas de assassinato, que deixam o maridão desesperado.
A história é bem escrita, curta, os personagens são legais, e é recomendável, principalmente pelo crescimento do Sinclair e o finzinho romântico.
Eu suspirei pelo Sinclair, que é um doce, e apaixonado, fica ainda melhor.