Com início a 20 de Abril de 1945, o dia em que Berlim viu pela primeira vez a face da guerra, a autora deste diário descreve o quotidiano de uma cidade em ruínas, saqueada pelo exército russo. Durante dois meses, afasta a angústia e as privações sofridas, e concentra-se no relato objectivo e racional das suas experiências, observações e reflexões. Apesar dos constantes bombardeamentos, de actos de violação, do racionamento alimentar e do profundo terror da morte, este diário traça- nos uma perspectiva única de uma mulher dotada de um optimismo notável, que não se deixa abater pelas agruras sofridas. Quem ler este diário, jamais o esquecerá.
Uma mulher em Berlim - Quem quiser saber como é a vida em tempo de guerra, tem de perguntar a uma mulher
Anônima
Sempre quis escrever uma resenha, mas nunca tive coragem suficiente pra fazer. Por uma questão do destino ou qualquer outra coisa, eu resolvi escrever uma. Queria escrever uma resenha sobre um livro que foi impactante para mim e que me trouxe uma nova visão do mundo e dos livros que li, não há livro mais forte que Uma mulher em Berlim. Este livro, cuja escritora não é identificada, trata-se de um diário de uma mulher alemã em meio à Segunda Guerra Mundial datado de 20 de abril de 1945 a 22 de junho de 1945. O relato mostra o momento da guerra e do pós-guerra de uma maneira tão realista que chega a se ouvir os tiros e as batidas fortes que os russos davam nas portas. O livro traz à tona os sentimentos de fome, da privação e de um medo que, infelizmente, assola as mulheres até hoje: o estupro. Uma das partes mais chocantes deste livro foi a primeira vez que a autora relata seu estupro: um grupo de russos invade o prédio em que ela residia e pega-a e enquanto um soldado desce com ela nas costas pelas escadas, ela grita: "por favor, um de cada vez!". Não sei o que homens que leram este livro sentiram a ler este livro, mas eu, sendo uma mulher, senti-me invadida por aquelas palavras impressas, senti a dor que a autora sofreu e senti o que outras mulheres também sofreram em períodos de guerra e continuam sofrendo. Nossa forte autora havia viajado à Rússia e nisso aprendeu um pouco do idioma, o que lhe foi muito útil, como ela mesma relata no diário. Com isso, ela conseguiu uma maneira de se proteger e proteger aos outros que viviam no prédio. Alguns julgam sua maneira de escrita fria e crua, mas eu, em minha aura de leitora juvenil, vi nisso um meio para que o leitor criasse suas opiniões e emoções em relação ao livro. A frieza que a autora adota em seu relato pode ser interpretado como uma barreira para tudo o que ela estava sentindo, mostrar-se racional em momentos caóticos é uma forma de tranquilizar a si mesmo e aos outros que estão ao seu redor. Uma mulher em Berlim conquistou um lugar no meu coração leitor por n fatores e um deles foi o que as pessoas mais rechaçaram do relato: a racionalidade e frieza da autora. Há muitos relatos, livros e textos que abordam a Segunda Guerra Mundial como tema, mas, em minha opinião, não há um que choque e que faz você sentir uma empatia tão grande quanto este livro. _______________________________________________________________________ Avaliação: Em uma escala de 0 a 5, o livro merece nota 4,9. O porquê da nota: A edição que li veio de Portugal e o linguajar tornou-se um pouco confuso para minha cabeça meio louca. Data de finalização de leitura: 12 de agosto de 2015 Recomenda? Recomendo e muito esse livro! Eu obtive uma nova visão da Segunda Guerra Mundial que eu não tinha e como o subtítulo diz: "Quem quiser saber como é a vida em tempo de guerra, tem de perguntar a uma mulher" ________________________________________________________________________ Até a próxima resenha e não desistam dessa pessoa que ainda não descobriu como se faz resenha! ♥
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