A década de 1980, no Brasil, constituiu-se num cenário que envolveu uma abertura açambarcadora de uma realidade que não se limitou tão somente ao âmbito político, mas proporcionou um conjunto de realidades capazes de redinamizar, inclusive, a produção historiográfica. Nesse sentido, um novo campo de possibilidades emergiu, redimensionando a produção historiográfica ao revelar uma gama de objetos, com novas abordagens, até então negligenciados pela pesquisa acadêmica. A obra de Renato Russo se insere nesse contexto. A revisão pela qual os paradigmas passaram, a partir, sobretudo da segunda metade do século XX, estampada no Brasil com a convergência da abertura política a qual o Brasil experimentava com a derrocada do regime militar, possibilitou a emergência de uma década explosiva no âmbito musical, sendo Renato Russo um dos seus expoentes. Trabalhar com letras de música, como uma abertura para elucidar os caminhos para a construção da identidade cultural, é reforçar a emergência dessa redefinição metodológica e perceber objetos competentes em ressaltar novas perspectivas perante a pesquisa a qual se destina. Partindo dessa premissa, o estudo acerca do conceito identidade alcança a dimensão de perceber nas composições de Renato Russo indícios de uma constituição identitária ainda não experimentada, multilateralizando sujeitos pela fragmentação dos mesmos.
Renato Russo - Temos Nosso Próprio Tempo - Modernidade e Identidade
Cristiano Vinicius de Oliveira Gomes
Editora Appris
2014
264 páginas
8h 48m
ISBN-13: 9788581923734
Português Brasileiro
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