As grandes cidades conservam um aspecto simbólico fascinante: suas estruturas imponentes, frias, cinzas e decadentes. E esses traços parecem representar as relações dos indivíduos que vivem entre elas, que ocorrem de forma autoritária, insensível e com extrema indiferença. De que maneira uma criatura humana pode sobreviver em meio a um mundo tão sólido e concreto? A presente obra retrata o incessante esforço que todos nós realizamos ao tentar nos adaptar a este plano artificial e revela, através de seus quadros, as afiadas farpas da sociedade de uma maneira simples e tristemente cômica.
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