Comprei impulsivamente numa banca em frente ao Theatro Municipal porque eu tava precisando descansar a cabeça. Funcionou como meu livro-trajeto: só li enquanto estava no trem/metrô. Confesso que ficou na minha cabeça, pois me lembrou o estilo de coisas que eu lia durante a adolescência.
Gostei mais da primeira história que da última — esta porém me fez entender todas as críticas tecidas a 50 tons de cinza quase 15 anos mais tarde kkk. A primeira história flui melhor, é melhor escrita. A segunda é mais “apaixonante”, mas não sou dona-de-casa com tesão reprimido então… Achei legal porque a construção literária e narrativa me lembrou justamente 50 tons de cinza. Enquanto a primeira história me parecia algo mais… “A seleção” em questão de construção narrativa e textual.
Então se você era ou é uma leitora de infanto-juvenil, pode gostar deste volume. É meio “hot” como dizem as fanfiqueiras atuais.
Para quem só tá afim de um guilty pleasure ou gostaria de saber como fazer passar as horas… É interessantíssimo. Não é desagradável, pode te fazer corar e rir. Chorar decerto não fará. Até um pouco de nojo de algumas passagens bem… Coisa de mãe, rs.
E extrapolando um pouco de como a vida imita a arte, quando peguei o trem voltando pra casa no dia que comprei este livrinho, do meu lado estava um caubói dos trilhos: não-monogâmico, com chapéu e botas, não lembro se usava fivela.
Vestia franjas… Um exemplar único e caricato das noites de São Paulo na CPTM em plena terça-feira… Um figura! Dos pés à cabeça. Flertava em voz alta com alguém no telefone, falando até sobre dormir de casulo… Eu ri muito quando desci na minha estação.
Existem coisas difíceis de se acreditar, certamente, mas que este livro ser uma leitura fácil e despretensiosa e bastante aprazível até, certamente não é uma delas, rss.