Ultimamente tenho lido mais a Bíblia, sabe? Tanto que a maior parte dos livros preenchidos da minha lista de leitura desse ano são pertencentes a palavra de Deus. Creio que a grande razão seja a minha estratégia que desenvolvi para iniciar o devocional com o nosso Senhor: pegar versículos bíblicos encontrados nas mensagens de panfletos ou em livros cristãos. É aí que entra CONVERSA FRANCA SOBRE ESTRESSE, da Joyce Meyer!
Ah! Antes que alguém pergunte algo, acredito que esta obra seja mais para as pessoas que seguem os ensinamentos cristãos\evangélicos, porém, pode ser apreciada pelos entusiastas da Bíblia.
Com os pingos colocados nos is, podemos voltar a resenha... quando escolho uma obra dessas para ler, uso três critérios: 1- se há bastante versículo bíblico durante as páginas para ser usado no intuito que citei no início; 2- no momento que o autor\autora apresenta seus argumentos existem analogias com situações com que vivemos nos nossos dias; e 3- a palavra de Deus é ministrada da forma que o escritor precisa lembrar que nós somos seres humanos e suscetíveis ao erro. Essas características estão na obra da pregadora americana? Sim, porém em doses homeopáticas.
Durante as 105 páginas, a autora se utiliza de uma abordagem bem universal que me fez recordar por um instante das obras de Augusto Cury, pois ela começa mencionando de maneira cientifica baseado em pesquisa com pequenas notas no final - o que o estresse causa no nosso organismo. Nos próximos capítulos, daí sim entra a parte da mensagem de Deus, junto com os versículos bíblicos relacionados ao tema. Confesso que gostei dessa estratégia de apresentação dos argumentos, porém acredito que em uma parte especifica dos capítulos iniciais, Joyce deveria ter acrescentado um versículo, pois o argumento ficou raso.
Outro ponto que achei vazio foram as analogias. Claro que achei interessante a explicação do copo cheio ou vazio que ela relacionou ao peso de uma cadeira, porém só ficou nisso. Uma vez que a autora se utilizava de experiências próprias ou de seus comandados no Ministério. Você até entendia a mensagem, porém não se identificava, entendem?
Por fim e não menos importante, ao contrário de outros autores cristãos, gostei da forma nada impositiva que a Sra. Meyer pregou a palavra de Deus. Ela, em nenhum momento, disse que nós somos perfeitos e que se não formos assim, iremos para o ranger de dentes. Acredito que aqui, foi apresentado o maior amor do mundo que acalma qualquer tempestade estressante que vivemos.
Como disse anteriormente, creio que a obra de Joyce Mayer é principalmente para os cristãos\protestantes, porém, depois de me lembrar que me senti abraçado em muitos momentos, acredito que serve para quem está afito e precisando lembrar que Jesus te ama.
Nota: 4,8