Especial Aventuras na História apresenta BRASIL - Edição Nº 2 - Abril de 2007

    não informado

    Abril
    2007
    68 páginas
    2h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A trajetória da nação brasileira de 1500 até hoje, com acontecimentos históricos de destaque e seus grandes personagens.

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    R .14/08/2015Resenhou um livro
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    Eita! Tenho tantas revistas que acabo me perdendo em uma atenção mais cuidadosa a muitas delas, como o registro no SKOOB. Uma que reli e gostei muito foi a edição especial da Aventuras na História sobre o Brasil, publicada em 2007. A nação - no período de colônia, império e república - é abordada em uma linha temporal de eventos em destaque, seguindo-se textos instigantes ricamente ilustrados. A fase colonial, em seus 322 anos, é recheada de histórias extraordinárias. Algo que descobri de curioso foi sobre a carta de Pero Vaz de Caminha. Duas coisas aí: o autor morreu no mesmo ano em que a escreveu (1500) e se tornou conhecida pelo público apenas em 1517, após a jogada política do rei português em esconder a informação para não atrair interesseiros ou disputas até a firmação no território. As reportagens destacadas nesse período são: - "Destruir para dominar": texto sobre os bandeirantes, desmistificando a imagem austera e nobre, como muitos imaginam, e ressaltando a importância na expansão territorial. Algo motivado pela busca de riquezas e pela terrível caça aos indígenas, responsável pela dizimação e migração de muitos povos. Gostei de saber sobre os Guaicurus, que os enfrentaram bravamente. - "Maurício Brasileiro": mostra a passagem dos holandeses por Pernambuco, sob a liderança de Nassau. Teve duração de 24 anos e trouxe benefícios até então nunca vistos no território brasileiro. Descobri que a primeira ponte na América Latina foi construída por eles em Recife. Segundo o texto, houve investimentos e, por conta de um jogo de interesses e insatisfação dos lucros pelos investidores, perderam a simpatia popular e foram expulsos do Brasil. - "Faroeste Mineiro": sobre a corrida pelo ouro que houve entre os anos de 1600 e 1700. Muita coisa aconteceu transformando o Brasil, a começar pela mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, por estar mais perto da exploração nas minas descobertas. Portugal tratou de assegurar severamente seu quinhão, nasceram movimentos separatistas e líderes da Igreja Católica tiveram também suas manobras, com obras ditas inacabadas em igrejas de apenas uma torre. O texto tem uma visão geral desse período na exploração colonial. - "Zumbi, esse desconhecido": desmistifica a lenda do suicídio coletivo em Palmares e mostra a história do grande líder de forma mais racional. Sua trajetória teve também a presença de um traidor e seu destino foi cruel, com a cabeça decepada e exposta até apodrecer em salvador, tendo o órgão genital na boca. Penso que seria interessante uma reportagem sobre o estabelecimento da família imperial em 1808, que elevou o Rio de Janeiro a capital do reino Português e foi criada uma infraestrutura que a nação até então não tinha. A fase imperial teve muitos rebuliços, mesmo a monarquia durando apenas 67 anos. A linha temporal mostra movimentos de insatisfação como a Cabanagem no Pará, a Revolta dos Malês na Bahia e, principalmente, a Revolução Farroupilha no Sul. As reportagens apresentadas foram: - "O homem que criou o Brasil": sobre o D. Pedro I e sua liderança política. Gostei dos pormenores sobre a declaração da independência, que vai contra o que é idealizado. A gente sabe das margens do Ipiranga, recebimento de uma carta e o famoso brado da independência, mas não foi bem assim. O D. Pedro estava com diarreia, a carta era uma intimação dos deputados portugueses para que dissolvesse a autoridade dos ministros brasileiros (submetendo o Brasil aos desmandos de Portugal) e o brado foi outro, arrancando os laços com as cores portuguesas (mas não vou dizer porque já escrevi muito spoiler). Destaque também para a fama sedutora do imperador, que pegou até a irmã da marquesa de Santos (a principal amante) e a dançarina Noemi Thierry, sem dispensar a irmã também. O cara teve 18 filhos reconhecidos. - "Viagem ao rio antigo": um retrato social da época. Vale uma conferida. Na linha temporal ouvi falar pela primeira vez de um tal Baile da Ilha Fiscal, uma festa nababesca da monarquia, cerca de uma semana antes da proclamação da república (certamente a gota final na manutenção do império). Teria ocorrido para homenagear uns militares estrangeiros e também a passagem das bodas de prata da princesa com um conde que era detestado. - Na fase republicana as matérias giram em torno do militarismo, responsável por alguns dos mais importantes eventos. A reportagem mais legal foi sobre o Getúlio Vargas, que explica de forma bem compreensível as razões do suicídio (tentativa final de resguardar sua imagem de escândalos em que acabou envolvido e da intimação de deixar o poder, determinada pelos militares). Interessante também a matéria sobre a filial do nazismo no país. O Brasil tinha o maior partido nazista fora da Alemanha, cheia de bajuladores (que comemoraram o aniversário do Hitler) e com autoridades que flertavam com os nazistas. Até que submarino alemão afundou navios civis na costa brasileira, numa carnificina covarde e cruel. Aí a nação mandou os pracinhas contra esse maluco... Doido também pensar que até hoje tem seguidores de suas teorias malucas. Legal a edição! Para quem gosta de história ou quer conhece-la de uma forma interessante. A edição está disponível em:

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