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    A cidade das flores -

    Augusto Abelaira

    O Jornal
    1984
    309 páginas
    10h 18m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    6 avaliações
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    A Cidade das Flores,hoje, continua a ser reeditada sem nada perder da força da sua mensagem, embora, para poder escapar à censura salazarista, o autor tenha situado a ação em Florença, nos anos 30. Escrita num registro próximo do teatro, ou até do cinema, a sua construção é admiravelmente moderna. O enredo encena as vidas de um grupo de jovens que luta pelos seus ideais e se debate com as inevitáveis contradições entre os seus impulsos juvenis e as limitações impostas pelo governo de Mussolini. A tomada de consciência de cada um dos protagonistas é, assim, delicada, pura e heróica, como só nessa idade é possível, por vezes com uma carga verdadeiramente trágica, mas nunca deixando de irradiar o esplendor renascentista da cidade onde vivem. O amor, a arte, a amizade, o valor da intervenção, da luta política, a solidariedade são temas que atravessam todo este romance. (Fonte: Livraria Cultura)

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    Augusto José de Freitas Abelaira profile picture

    Augusto José de Freitas Abelaira

    Augusto José de Freitas Abelaira, nascido em 18 de março de 1926, em Ançã no concelho de Cantanhede, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor, tradutor, jornalista, no Diário Popular, em O Século onde assina a partir de janeiro de 1974 a rubrica “Entrelinhas”, cronista em O Jornal com uma crônica intitulada “Escrever na água” (1978-92) e no Jornal de Letras onde assinou de 1981 a 1996 a crônica “Ao pé das letras”. Exerceu igualmente os cargos de diretor de programas da RTP (1977-78), de diretor das revistas Vida Mundial (1974-75) e Seara Nova (1968-69) e de presidente da Associação Portuguesa de Escritores (1978-79), mas é sobretudo como dramaturgo e romancista que é recordado.

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    Augusto José de Freitas Abelaira