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    AS CLASSES PERIGOSAS - banditismo urbano e rural

    Alberto Passos Guimarães

    UFRJ
    2008
    274 páginas
    9h 8m
    ISBN-13: 9788571083264
    Português Brasileiro
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    Escrito em 1982 e publicado quando a intelectualidade acadêmica mal despertava para os fenômenos da violência urbana contemporânea, As classes perigosas permanece absolutamente relevante decorrido um quarto de século desde que viu a luz: suas teses centrais permanecem sólidas e sua argumentação não perdeu densidade. Obra indispensável para dar conta do fenômeno da violência (urbana e rural), não pode ser ignorada por nenhum pesquisador sério da problemática.

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    Alberto Passos Guimarães

    Alberto Passos Guimarães (Maceió, 16 de abril de 1908 - Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 1993) foi um ensaísta brasileiro preocupado com a justiça social. Trabalhou em Maceió como comerciante e jornalista, onde fez parte da cena intelectual, ao lado de Graciliano Ramos, Aurélio Buarque de Holanda, Rachel de Queiroz e Valdemar Cavalcanti. Em 1931 fundou, juntamente com este último, a revista Novidade, onde diversos autores publicaram seus textos, entre eles Carlos Paurílio, Aloísio Branco, Willy Lewin, Dieguês Júnior e Santa Rosa. Em 1932 iniciou sua militância pelo PCB, a qual duraria por toda a sua vida. Por volta de 1940 mudou-se para Salvador, fugindo de perseguição política. Por volta de 1945 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou inicialmente como representante comercial através de sua pequena firma chamada Organização Brasil Ltda. Nos anos 1950 trabalhou no IBGE e no final dos anos 1960 na Rede Ferroviária Federal. Ao se aposentar, convidado por Antônio Houaiss, participou do projeto e redação da Enciclopédia Mirador (do grupo Enciclopédia Britânica do Brasil). Durante todo este tempo atuou como militante no PCB, tendo especialmente atuado como intelectual e homem de imprensa do Partido. Trabalhou no jornal Imprensa Popular, no semanário sobre cultura Paratodos (dirigido por Jorge Amado e Oscar Niemeyer) e foi diretor do jornal Hoje, publicação diária que teve vida muito curta nos anos 1960. Participou na redação de um documento conhecido como Declaração de Março (de 1958) que produziu uma inflexão na política do PCB, que passou a atribuir maior relevância à questão democrática, e à participação no jogo político democrático. Nesse processo teve um papel importante o chamado “Grupo Baiano”, do qual também faziam parte Giocondo Dias e Armênio Guedes.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Alberto Passos Guimarães