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    Veia Bailarina -

    Ignácio de Loyola Brandão

    Global
    1997
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-10: 8526005448
    Português Brasileiro
    3.9
    97 avaliações
    Leram126Lendo5Querem36Relendo1Abandonos2Resenhas7
    Favoritos5Desejados36Avaliaram97

    Veia Bailarina. O título, tão sugestivo e poético, esconde uma ameaça terrível. Certa manhã, ao acordar, Ignácio de Loyola Brandão encaminha-se para a cozinha, quando o “corredor balançou como um navio”. Sem se abalar, resolve conviver com o problema. Tonturas, quem não as tem? O autodiagnóstico indicava uma labirintite inocente. Para que se preocupar? Meses depois, o escritor encontra-se a caminho do centro cirúrgico de um hospital, para uma “cirurgia brutal”, a trepanação. Ou seja, os médicos iam lhe abrir a cabeça. Era portador de um aneurisma cerebral (que os médicos chamam pelo dançante nome de veia bailarina), “uma granada dentro de minha cabeça, que podia explodir a qualquer momento”. Por sorte, a granada fora diagnosticada a tempo. Se explodisse, ia deixá-lo inválido, um vegetal.

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    Luana Airis picture
    Luana Airis24/09/2020Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Veia Bailarina

    Razoavelmente bom. Ele foi a primeira biografia que li, gostei da maneira como Ignácio de Loyola descreve a sua sensação ao descobrir que tinha um aneurisma, que poderia estourar a qualquer instante. Ignácio ao saber disso, passa em sua mente um filme, sobre as coisas que ele viveu e as pessoas que ele conheceu, suas aflições e medos só crescia, o medo do aneurisma romper e o matar ou morrer durante à cirurgia de retirada do mesmo. Experiência dele com a veia bailarina ***Trecho*** "A enfermeira apareceu com seringa e agulhas, precisava colocar um cateterzinho em meu braço esquerdo, para os soros. E começou a procurar uma veia na parte superior do pulso, jamais imaginei que aqui houvesse uma. “Vai sentir um friozinho", avisou, pasando o álcool. Preocupam-se com o friozinho, não com a picada. Então, espetou. Não pegou a veia. Uma segunda. Nada. Terceira tentativa, a veia fez uma bolha. Na quinta vez, sangrou, pensei: Se um cateterzinho de merda dá este trabalho, imagine o que vai acontecer na hora de me serrarem a cabeça! A enfermeira, na sétima vez, quase chorou. — Puxa, fui logo pegar uma veia bailarina! A minha irritação desapareceu, fiquei com a imagem da veia bailarina. Uma veia que dança, recusa a agulha, tem vontade própria, diz "comigo não, procure outra, me deixe em paz”. Não descobri se é gíria de hospital, só sei que a poesia estava ali, naquele momento. Esqueci de comentar sobre o livro🤦

    14 curtidas

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