Ataques nucleares atingiram os países mais poderosos do mundo e agora eles se escondem em diversos lugares do globo, enquanto se reagrupam para o contra atacar. Dentre todos os ataques, um em particular atingiu o mundo de Marina. No momento que parece definir o seu futuro, Marina traça o curso para os mares dentro dela em busca de respostas, refletindo sobre as dores que não havia se permitido sentir. Essa não é um conto de amor, tampouco um conto de guerra. É um conto sobre o oceano que existe em nós e os mares dele que nunca navegamos.
Do mar de mim
Anelise Azevedo
Edições (1)
Ver maisIncrível! Mais do que recomendado!
Sabe aquelas resenhas que você não sabe nem por onde começar? Essa é uma delas, mas para facilitar as coisas para mim vou começar dizendo que estou muito orgulhosa. A autora é uma amiga minha da faculdade que decidiu participar do projeto que lancei no blog chamado Aperta a tecla, que tem como objetivo incentivar as pessoas a escrever. Eu não vou entrar em muitos detalhes sobre a história, porque acho que a sinopse já faz um belo trabalho nessa função e eu não quero entregar a história toda de bandeja para vocês. Mas quero comentar sobre alguns aspectos que me agradaram muito. "Olho o horizonte. Os derradeiros raios de sol que conseguem escapar dos dentes da noite acenam para mim se despedindo mais uma vez dançando sobre as águas. Devia oferece-lhes aplausos, mas em troca de toda beleza surge apenas um sorriso de canto de boca que logo se esvai, fui arrastada mais uma vez para dentro de mim." Uma das coisas que mais gostei é que a Ane tem uma escrita linda, cheia de metáforas e muito poética, cheguei a ficar com os olhos lacrimejando em algumas partes. Os personagens também são cativantes, reais, e a descrição dos sentimentos me fez mergulhar de cabeça na história e me sentir pessoalmente conectada com tudo que estava acontecendo. Também tem o fato dela ter ambientado a história em território nacional, mais especificamente, aqui em Pernambuco! Para quem está começando a escrever acho que é uma coisa muito legal de ser ter em mente, valorizar a cultura nacional não faz bem apenas para o escritor, como também para o leitor que pode se identificar mais facilmente com o cenário. E apesar dela ter dito que este não é um conto sobre amor, ele é muito romântico, do jeitinho que eu gosto. Gente, vocês não tem noção de como fiquei emocionada ao ler este conto. Fora isso, alguém já reparou no nome da personagem? *.* "Não quero sair desse porto, não quero sair desse ponto. O ponto onde ficamos e que ao invés de ser final, foi início. Aqui nos despedimos; aqui nos encontramos. Fisicamente já havíamos nos encontrado antes, muitas vezes, mas aqui, frente à barreira que nos seria imposta – todo o Atlântico – foi que nossos corações se encontraram a primeira vez e ainda que em peitos diferentes, cadenciaram o ritmo. O melhor beijo da minha vida foi aquele que não aconteceu, ficou nas entrelinhas dos lábios." Só tenho a dizer o quanto estou grata por ter sido a influência para que esse conto nascesse e o quanto estou feliz que ele tenha sido publicado! Recomendo demais a leitura, e apesar da minha opinião não ser impessoal, podem ter certeza que ela é sincera.
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