Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas5
    • Leitores289
    • Similares4
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Joe Speedboat -

    Tommy Wieringa

    Rádio Londres
    2015
    334 páginas
    11h 8m
    ISBN-13: 9788567861050
    Português Brasileiro
    3.7
    76 avaliações
    Leram92Lendo4Querem191Relendo0Abandonos2Resenhas5
    Favoritos5Desejados191Avaliaram76

    Fransje, o narrador de Joe Speedboat, tem 15 anos e acaba de sair de um coma no qual entrou depois de um terrível acidente, seis meses antes. Não pode andar nem falar. Seu único meio de locomoção é uma cadeira de rodas; e ele só é capaz de se expressar através da escrita, que pratica usando o braço e a mão direitos, os quais continuam intactos. É dessa forma que ele registra cada detalhe da vida cotidiana em Lomark, o povoado onde mora. Seus diários, seu senso de humor e os ensinamentos do grande samurai Miyamoto Musashi são os três eixos da vida de Fransje, que muda radicalmente quando ele conhece Joe Speedboat – um rapaz extraordinário, que caiu sobre a letárgica Lomark com a força de um meteorito enquanto Fransje estava em coma. Joe é um menino excepcionalmente vital e rebelde, que apresenta uma intrepidez típica de outros tempos e uma engenhosidade fora do comum. Além disso, é a única pessoa capaz de vislumbrar algum potencial na deficiência do parceiro. Eles virão a se tornar amigos inseparáveis e, quase sem perceber, trilharão juntos o caminho da inocência à idade adulta. Joe Speedboat é um romance originalíssimo sobre a amizade, o amor, a força da imaginação e as contradições da vida, escrito num estilo poderoso e maravilhosamente irônico. “Um livro pelo qual é impossível não se apaixonar.” HET PAROOL “Uma história brilhante sobre a transição para a idade adulta, com um final extravagante... um romance maravilhosamente excêntrico e imperdível.” PUBLISHERS WEEKLY

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (5)Ver mais
    Felipe André Silva picture
    Felipe André Silva27/06/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Não muito tempo atrás eu li Uma Vida Pequena, da americana Hanya Yanagihara. Além de também ser, de certa forma, uma trama de coming-of-age, ou romance de formação, como prefira, outra grande semelhança entre aquela história e o Joe Speedboat de Tommy Wieringa era o fato de ambos circularem em torno de pessoas com franca debilidade motora. É verdade que as razões para a dificuldade do protagonista de Hanya eram bem mais sombrias do que aquelas que roubaram Fransje Hermans da chance de ter um futuro -ou assim acredita ele-, e o colocaram num coma de 200 dias seguido do confinamento à uma "charanga", carinhoso codinome de sua cadeira de rodas. E talvez esteja nesse tom francamente leve, que por vezes beira a tragicomédia, que o texto do autor holandês não caia completamente no estereótipo do 'livro sobre como a amizade nos ajuda a vencer obstáculos'. Obviamente existe o trágico e o soturno na vida de alguém que foi forçado a se tornar espectador do mundo, mas isso não precisa resumir a experiência dessa pessoa no mundo. A existência pacata e provinciana de Lomark, cidade cujo mascote é um galo que teria livrado o local de um conflito violento, começa a ser modificada enquanto Fransje ainda dorme e o caminhão de mudança da família de Joe Speedboat destrói o muro de uma casa, matando seu pai e despejando a figura algo anarquista no meio daquela comunidade. Entre os hobbies mais pronunciados do rapaz estão a mecânica, engenharia, e a construção de bombas que usa para apavorar moradores. A dicotomia entre a iluminação que emana do descontrole calculado de Speedboat e a vida confinada de Hermans é raramente tratada com maniqueísmo, mesmo porque a única voz a ser ouvida é a do protagonista, e se a princípio ele realmente sente que o amigo é a materialização de todas aquelas coisas que ele jamais será, o desenrolar da vida e das relações dos dois permite que tanto eles quanto a miríade de personagens que circulam em seu entorno ganhem muito mais camadas. É um pouco decepcionante, no entanto, notar que o caminho escolhido por Wieringa para acentuar o amargo que essa relação causa na vida de Fransje seja um triângulo amoroso que, verdade seja dita, é desenvolvido com desvelo desde que os rapazes são adolescentes e constroem um avião para sobrevoar a casa de sua amada PJ (ainda que nesta época a atenção se concentrasse na mãe da garota) e desemboca na vida adulta. É impossível ignorar o peso que um envolvimento amoroso -ou a falta dele- tem para um jovem que foi privado desde muito cedo de experimentar o caminho natural de sua sexualidade, o que explica o rancor de Fransje com todos aqueles que se aproximam da angelical sul-africana que migra para sua vila, mas ainda parece muito limitador afunilar todas as questões propostas pela história na figura de PJ, no impacto que ela causa, na personalidade que ela esconde. Especialmente depois que somos introduzidos à instigante entrada de Fransje e Speedboat ao mundo da luta de braço; nunca vi um esporte tão específico ser descrito com tanta energia e minúcia. Felizmente não é como se esse cambaleante terço final tirasse o brilho das personagens de Wieringa, que são seu grande trunfo. A observação precisa da vida em Lomark feita por Fransje em seus extensos diários são um belo exemplo de certo olhar que radiografa uma vida e uma sociedade. Estão lá as vidas tediosas dos meninos que só tem o dique, o bosque, e a balsa de transporte como cenários, os dramas familiares dos pais e pais de amigos, os lanches oferecidos no único restaurante da cidade quando ocorre um falecimento, e a apreensão com a construção de uma rodovia que promete sufocar a cidade atrás de uma barreira acústica. A visão historiográfica -e geralmente bem-humorada- de Fransje se torna ainda maior que sua complexa amizade com Speedboat e acaba se assimilando com sua própria vida. Os dois, e todos os outros, fizeram muitas coisas e ainda terão a chance de fazer várias outras, ainda que ninguém preste atenção neles.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 76
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas42%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas3%
    Tommy Wieringa profile picture

    Tommy Wieringa

    Tommy Wieringa nasceu em 1967, em Goor, nos Países Baixos. É formado em História e Jornalismo, fez roteiros para rádio e televisão, e colabora com vários jornais, inclusive o NRC Handelsblad, um dos mais importantes diários holandeses. É autor de vários romances que lograram imenso sucesso de crítica e de público. Alles over Tristan (Tudo sobre Tristão) foi publicado em 2002 e conquistou o prêmio Halewijn. Em 2005, foi a vez de Joe Speedboat, que ganhou o prêmio Ferdinand Bordewijk e foi traduzido para mais de dez idiomas, inclusive hebraico, coreano, francês, inglês, alemão, italiano, espanhol, dinamarquês, hindi e finlandês. Seguiram-se Caesarion, em 2009, Dit zijn de namen (Estes são os nomes), em 2012, vencedor do prêmio Libris Literatuur, e Een mooie jonge vrouw (Uma jovem e linda mulher), em 2014.

    1 Livro
    2 Seguidores

    Tommy Wieringa