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    A Geografia da Pele - Um Brasileiro Imerso na África Profunda

    Evaristo de Miranda

    Record
    2015
    364 páginas
    12h 8m
    ISBN-13: 9788501103727
    Português Brasileiro
    4.4
    30 avaliações
    Leram39Lendo3Querem78Relendo0Abandonos2Resenhas3
    Favoritos6Desejados78Avaliaram30

    “A geografia da pele, de Evaristo de Miranda, é um dos mais importantes lançamentos do século, no Brasil ou em qualquer lugar.” - Alberto Mussa. Com domínio absoluto da arte narrativa, além de um olhar profundo, devassador da circunstância humana, Evaristo de Miranda escreve com brilhantismo sobre a experiência no interior do Níger entre 1976 e 1979, mais especificamente no Sahel, zona de transição entre a savana e o deserto, onde esteve para conduzir uma pesquisa sobre desequilíbrios ecológicos e agrícolas. Ao longo dos anos, o autor observou a aridez do cenário e a miséria das pessoas, que contrastavam com a exuberância das experiências subjetivas. A geografia da pele reconstitui essa vivência excepcional.

    Resenhas (3)Ver mais
    José Souto Tostes picture
    José Souto Tostes28/10/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Excelente e intrigante

    O livro traz novidades culturais do início ao fim, histórias do povo do Sahel que ninguém pode morrer sem conhecer, pela grandiosidade e força. O título já é intrigante por si só, baseado nas marcas deixadas por insetos, queimaduras com óleo e do sol, que passaram a integrar a pele do autor enquanto esteve morando na região sul do deserto do Saara, no Níger, país vizinho à Nigéria. Evaristo é um pesquisador brasileiro, que trabalhava para uma instituição da França. Ele vive em alguns povoados e até num acampamento de tuaregues, utiliza-se dos serviços de um guia e é integrado ao povo durante os 3 anos que lá passou. A história é da década de 70 e foi escrita agora, 30 anos depois. O choque de costumes começa na primeira página, desde os costumes religiosos, como o período do Ramadã, até costumes locais, como a interessante árvore da palavra, local usado pelo povo para debater seus problemas, nas praças, em bancos cravados na areia do deserto. Cheio de misticismo, o autor conta cada um deles, como a visão de animais, a conversa com animais e os espíritos incarnados pelos ferreiros, que são meio bruxos. Leitura recomendada, posso dizer que foi uma das melhores obras que já li.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 30
    • 5 estrelas53%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%