JACOB HARMENSZOON, mais conhecido como Jacó Armínio, é uma importante figura na história intelectual da Holanda e um dos verdadeiros grandes teólogos na história da Igreja Protestante. A muito difundida ignorância acerca de Armínio e seu legado tem pouco a ver com qualquer percepção de ausência de significância histórica; antes, isso simplesmente reflete a perda de consciência histórica no Ocidente. Contudo, um renascimento moderado do interesse acadêmico e popular em Armínio está começando a derrubar parte da ignorância e dos equívocos. Neste momento, basta-nos oferecer uma curta sinopse de seu pensamento e legado. Este livro é uma reflexão sobre esse legado arminiano. É uma nova tradução de um livro que foi originalmente publicado em inglês em 1962. A obra é uma compilação de cinco ensaios e um sermão, todos eles proferidos no Simpósio de Armínio na Holanda em agosto de 1960. A ocasião para o simpósio foi o 400º aniversário de nascimento de Armínio. O evento foi patrocinado pela Irmandade Remonstrante. As contribuições neste livro são oriundas de simpatizantes de Armínio do século XX, representando igrejas que ainda portam, de alguma forma, a influência de Armínio.
A fé e a liberdade do homem - A influência teológica de Jacó Armínio
Gerald O. McCulloh
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Ver maisEnquanto alguns reformadores protestantes decidiam por condenação de ‘hereges’, usando espadas para tal fim. Aparece no século XVII, uma ideia radical para tal contexto. Jacó Armínio, pregou a tolerância religiosa, a compreensão e o amor Cristão para com Todos, em suma ele defendeu que mesmo havendo divergência de ideias, mas o sentimento de amor Cristão deveria prevalecer. Algo bem nítido em sua teologia. “A fé e a Liberdade do Homem: a influência Teológica de Jacó Armínio.” Eis um ótimo livro, para os apreciadores de história do cristianismo ou teologia histórica. Nele, percebemos a herança que Jacó Armínio e seus discípulos deixou para o campo da liberdade religiosa dentro do seio do cristianismo pós-reforma. Este livro aborda justamente essas questões da herança arminiana, não somente para o campo da liberdade em termos gerais, mas também nas questões sociais. A influência do Arminianismo, essa ‘terceira reforma protestante’, que teve início nos países baixos (séc. XVII), passando pela Inglaterra (com o metodismo) e chegando nos Estados Unidos da América. É abordado de forma rápida, mas bem documentado neste livro. Os autores demostram que a capacidade de ser tolerante para com a opinião do outro, mesmo havendo divergências de ideias, mas sem agir de coerção (algo inaceitável parar Armínio e seus discípulos) para os que pensas diferente, é fruto do Arminianismo. Neste livro é enfatizado não somente a influência, mas também a herança que os pensamentos de tolerância pregados por Armínio, Episcópio, Uitenbogaert, Jon Milton, John Wesley, entre outros, trouxeram para os campos da liberdade civil, liberdade religiosa, liberdade de livre associação, liberdade de consciência. E aqui quero destacar a tolerância para a liberdade para falar o que pensa, sem ter medo de ser condenado por uma religião estatal. Algo realmente novo para tal contexto, já que o calvinismo rígido dos países baixos era em sua maioria das vezes intolerante para com o outro. Foi defendida pelos Arminianos (de cabeça e coração). Tal herança, possibilitou o retorno (algo normal na igreja cristã primitiva) de mais amor no meio Cristão do século XVII em diante, o que passou por toda a Europa, chegando a América. Bom, se você gosta de história do Ocidente e deseja saber como a tolerância como a ganhar espaço no início Idade Moderna. E se você deseja conhecer mais sobre a teologia Arminiana e sua influência, recomendo, este livro.
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