O caso do cão atropelado, uma história cercada de mistérios e descobertas, com temáticas que interessam ou permeiam o universo dos jovens: assassinato, investigação policial, bullying e aceitação de diferenças. Voltado também para o público adulto, o livro desperta a curiosidade e a imaginação do leitor. Um acontecimento aparentemente sem importância e desconexo, o atropelamento do cão Moleque pela advogada Silvia, chama a atenção do delegado Batista, que acredita que há algo mais sobre a família dona do cachorro. O desenrolar da história leva a investigação à pequena cidade de Três Fronteiras, onde o falecido Alcebíades Carvalho, dono do cachorro, foi, na verdade, o palhaço Melchior, proprietário do famoso circo Tremendão, que percorria todo o Brasil. O palhaço mulherengo, em sua visita a Três Fronteiras, engravidou três moças e teve que fugir. As crianças cresceram com o estigma de “filhas do palhaço”, sendo sempre motivo de chacota. Já adultos, dois tornaram-se bem sucedidos, enquanto o terceiro culpava o pai por todas as injustiças e azar em sua vida. Poucos meses antes do atropelamento do cão, Alcebíades faleceu em estranha circunstância, aparentemente um ataque cardíaco, porém seu médico se recusou a assinar a certidão de óbito. Cercada de mistério e suspense, a narrativa se desenvolve de maneira intrincada, prendendo a atenção do leitor durante a investigação e revelando um final inesperado, com a possibilidade de retomada positiva da vida. Envolvente e surpreendente, o livro mostra que, algumas vezes, as coisas não são o que simplesmente parecem.
