Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores2
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    de dentro -

    Joana Hime

    Patuá
    2015
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-13: 9788582971925
    Português Brasileiro
    5
    2 avaliações
    Leram2Lendo0Querem0Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados0Avaliaram2

    de dentro (Editora Patuá,2015), livro de poemas e fotografias/imagens, de Joana Hime (poemas) e Branca Escobar (fotografias e imagens) exercita práticas poéticas em constante trânsito, sem lugar demarcado, à deriva, inscritas no corpo erótico da escrita e na escrita potente do corpo. de dentro é construído na exterioridade, na tensão entre os atos de ler, de ouvir e de ver. de examinar o interior das coisas de fora. O livro é tecido como colagem de narrativas, atravessado pela força do jogo entre textualidade, visualidade e musicalidade. As imagens e os poemas (um campo poético único) transitam entre três grandes espaços-de-partilha: a casa (lugar da memória, da pedra, das ruínas, das pétalas, das portas de sair); o corpo (lugar dos rastros, dos riscos, dos resíduos, dos afetos) e a palavra (lugar de fora, movimento que tira do ovo o “há feto” do que é inominável e indizível).

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    vivian aurora de moraes bragagnolo picture
    vivian aurora de moraes bragagnolo27/08/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “de dentro, há feto”

    É sempre difícil falar de poema visual. Resenhar um livro de poesia visual é virtualmente impossível. Fica mais difícil quando, além de visual, ele é sinestésico até atingir a música. Cada letra, cada pixel, cada acorde tem de ser considerado, ou, melhor dizendo, apreciado, sentido. Se for bem feito, sem ser pretensioso, o livro em questão pode ser uma obra-prima. E assim é feito o livro “de dentro” (Patuá, 2015), de Joana Hime, ilustrado por Branca Escobar, multidesigner, e com quarta capa do músico Chico César. Em primeiro lugar, não há uma poesia feita para uma ilustração ou uma foto tirada para ilustrar um poema. Texto escrito e visto estão entranhados, por dentro. Um pão só é um pão na poesia de Joana porque é uma textura na foto de Branca. Há também a utilização de recursos mais simples de visualização, como no poema “pois ia” (foto) ou “chuva sol ar”. Este tem o título em branco sobre página preta à esquerda e o poema enrodilhado na página branca impressa em preto ao lado: “te vivo bem viva/ desejo que mata/ te versejo na ida/ na volta sol nada/ te guarda na chuva palavra aprumada/ só sílaba vinda/ poema que nada/ ressoa o correio/ aviso ao meio/ avento um volteio/ findado o recreio”. É importante destacar a questão da metapoesia, coisa tão enjoada atualmente, na poesia de Joana Hime. Ela faz metapoesia com competência e sem a arrogância que se costuma notar em muitos dos poetas emergentes da atualidade. É que, “de dentro”, no cérebro do seu eu-lírico, tem a palavra. Essa palavra sai pela boca, passando por diafragma, cordas vocais, língua, lábios. E chega para fora com naturalidade. Essa é a palavra vulgar, mas já é poesia. Trazer o poema “de dentro” é metapoesia. Ter a exata noção de que o poema vem “de dentro” é metapersonalidade. Mas o livro de Joana não tem só metapoesia, não. Tem muito da relação do corpo com o mundo e com o outro, como no poema sem título: “ meus olhos/ engaiolados aos seus/ arregalam a GULA LIVRE/ DE/ CADA/ DIA”. No entanto, o mais encantador na obra é, sem dúvida, a fluência poética e melódica de muitos poemas, como em “porta de casa”: “te espero no longe entre portas entreabertas enquanto o perto aperta te desperto no peito aberto coberto de fatias de ausência enquanto o aperto seca te espero no ontem entre vistas, aonde estanca a coberta da ausência ressecada enquanto o perto aperta me despeço em um pé de rabisco em folha da resenha desfeita uma mal traçada linha refeita e no entanto o perto aperta te escrevo ao meio entre lados quadrados porque palavras são o que nos restam quando longe te tenho no abstrato sonho tragado da saudade da pedra enquanto o peito seca te espero inteiro na paisagem da passagem das palavras apertadas das tuas linhas margeadas te sou o verso inverso da palavra num avesso que me escapa te sou em mim” Poema que pede imagem, e é a de uma maçaneta em vidro e pedras. A poesia de Joana Hime, tão bem composta juntamente com as fotografias e ilustrações desconcertantes de Branca Escobar, chamam a gente porque, em, “de dentro”, “há feto”.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    5 / 2
    • 5 estrelas100%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Joana Hime profile picture

    Joana Hime

    Autora dos poemas do livro De dentro, Joana Hime é escritora e produtora cultural. Graduada em jornalismo e mestra em letras, trabalha no mercado musical há 15 anos como produtora artística, pesquisadora e gestora de projetos na área cultural. Produziu os artistas Tom Zé, Gilberto Gil, Chico César, Mônica Salmaso, Paulinho Moska, Rita Lee, Arnaldo Antunes, entre outros, pela gravadora Biscoito Fino. Em 2003, idealizou a série Cada artista e seu tempo originado do projeto Centro Petrobras de Referencia da Música Popular Brasileira que contém o livro A Casa Edison e seu tempo e o acervo discográfico de obras, de 1903 a 1930, do pesquisador de Humberto Franceschi, abrigado hoje no Instituto Moreira Salles.

    1 Livro
    1 Seguidor
    Rio de Janeiro, Brasil

    Joana Hime