Segundo as crônicas singalesas, Gautama Buda nasceu no 8º dia da 2ª (ou 4ª) Lua do ano 621 a.C., em Lumbini, perto da cidade da Kapilavastu, no Nepal meridional, a uns 160 quilômetros de Benares (hoje Vârânasi), Índia. Fugiu do real palácio de seu pai na noite do 8º dia da 2ª Lua no ano 597, para abraçar a vida ascética. Depois de passar seis anos em Gaya, (hoje grande centro de peregrinação ao sul de Patna), à beira do rio Ganges, todo entregue à meditação, compreendeu pelas experiências então vividas que a tortura física não era o meio mais adequado para conduzir à Iluminação, e decidiu-se a adotar uma nova e mais harmônica vida até chegar ao estado de Bodhi (Sabedoria). Na noite do 8º dia da 12ª Lua do ano 592 a.C. ele logrou ser um Buddha (Iluminado perfeito) e afinal entrou no Nirvana no ano 543 a.C. Seu primeiro Sermão foi dirigido aos seus antigos cinco discípulos; intitula-se Pôr em movimento a Roda da Lei e enuncia as Quatro Nobres Verdades: a existência do sofrimento universal, a causa do sofrimento, a possibilidade de extingui-lo, e o nobre óctuplo caminho extingui-lo (Reta Compreensão, Reto Propósito, Reta Palavra, Reta Ação, Retos Meios da Subsistência, Reto Esforço, Reta Atenção, Reta Meditação). Tal como se deu com o Cristianismo na Palestina, o Budismo começou na Índia, mas espalhou-se mais para o estrangeiro, radicando-se no Ceilão, Birmânia, Sião (Tailândia) e Indochina, onde predomina a escola Himayâna (Pequeno Veículo), e na China, Coréia, Japão, Tibete e Mongólia, onde prevalece a Escola Mayana (Grande Veículo). Hoje o Budismo está praticamente difundido em todos os quadrantes do mundo e seus adeptos incluem cerca de um terço da humanidade. Este Evangelho contém da Doutrina de Buda o essencial para uma vivência nobre, feliz e útil de toda a coletividade.

