Mulheres -

    Eduardo Galeano

    L&PM
    2015
    239 páginas
    7h 58m
    ISBN-13: 9788525432711
    Português Brasileiro

    Mulheres protagonistas da história e mulheres esquecidas por ela; mulheres que sonham e mulheres castigadas por sonhar; mulheres que sobrevivem e mulheres que nos ajudam a sobreviver. As mulheres que atravessam os relatos de Eduardo Galeano comovem por sua determinação, sua desobediência constante e também por sua fragilidade. Galeano compartilha a intensidade de personagens femininos marcados pelo peso de uma causa, como Joana d’Arc, Rosa de Luxemburgo, Eva Perón ou as Mães da Praça de Maio; pela sua própria formosura e talento, como Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Frida Kahlo, Alfonsina Storni, Camille Claudel ou Josephine Baker. Mas também compartilha as façanhas coletivas de mulheres anônimas: aquelas que lutaram na Comuna de Paris, as que impregnam os templos africanos da Bahia com seus cânticos, as que – num prostíbulo da Patagônia argentina – se negaram a receber os soldados que tinham reprimido a greve dos peões. Como a personagem que abre o livro, a Sherazade de As mil e uma noites que a cada jornada contava uma nova história ao rei para permanecer viva, Galeano entrega em cada relato sua maestria de narrador oral e de artesão da linguagem, para conjurar o esquecimento mas também para celebrar a experiência daquelas que nunca se resignam.

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    Alexandre Figueiredo21/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A culpa e o reconhecimento

    O uruguaio Eduardo Galeano é um mestre da narrativa curta e neste "Mulheres" o leitor será apresentado a uma antologia com textos que provocam as mais variadas sensações. As breves narrativas, espalhadas antes em outros livros do autor, mostram formar aqui uma unidade poderosa. Galeano tenta puxar para si a terrível culpa que todos nós, homens, carregamos. Ele mostra que, na maioria das vezes, a fragilidade masculina negligencia a genialidade feminina. Para tal efeito, somos apresentados a personagens celebradas como Joana d'Arc, Frida Kahlo ou Marilyn Monroe. Mas também refletimos sobre as esquecidas e anônimas prostitutas da Argentina, as mães pobres chinesas impedidas de alimentar seus filhos e até as umbandistas brasileiras. E a mensagem é clara em todas as histórias, às vezes difíceis de digerir, mas sempre impactantes. Um daqueles livros que dá orgulho de indicar, pois aqui a literatura faz seu papel, o de ampliar a nossa visão. E, não precisaria dizer, mas é leitura obrigatória para homens.

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