Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores2
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Nanoromance -

    Vanessa Silla

    Bestiário
    2015
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788598802619
    Português Brasileiro
    5
    2 avaliações
    Leram1Lendo0Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados1Avaliaram2

    Nanoromance, publicação da escritora e professora porto-alegrense Vanessa Silla, é seu sétimo livro e o terceiro da série Nano. Vanessa nasceu em 1961, formou-se em Letras - Tradutor Intérprete pela Pucrs, é professora de inglês, tem especialização em Literatura Brasileira e Mestrado em Escrita Criativa. Nanoromance é uma narrativa longa sobre o processo de engendramento do texto literário, desde a sua gênese, no mundo das ideias silenciosas, até o encontro definitivo com o papel. A cada capítulo, o texto vai se desdobrando em vários outros e, em um jogo de fragmentos e continuidades, surge o romance, ou, melhor, um meta-romance, um romance sobre romance. Na apresentação, a poeta e professora-doutora em Teoria da Literatura Gabriela Silva escreve- o cerne deste romance é a construção do próprio texto, desnudando as emoções e peculiaridades do cotidiano de um escritor. Iniciamos a narrativa dentro do universo particular da narradora- Lyna Luck, uma estudante de escrita criativa, frequentadora de oficinas, que procura a palavra certa para seus textos, a emoção exata para suas personagens e, mais do que isso, busca entender a si mesma nas linhas de suas produções. Sem calendário, regras muito definidas e sem achar-se uma divindade, a escritora participa do mundo como qualquer mortal, interage com as pessoas e disso tira suas histórias, criando personagens e, ao mesmo tempo, refletindo sobre seu fazer literário. Diferentes narradores, conforme a frequência da narração e o foco de Lyna, vão compor o romance. A visão do escritor sobre si mesmo, sobre seus processos de criação e seus caminhos nos labirintos de imagens e ideias, o trabalho, os amigos, os relacionamentos, as memórias, as redes sociais, as escolhas musicais e leituras estão no cotidiano da escritora, repleto de relações complexas ou simples. Tem narração em primeira pessoa, contando a história de Arthur e Rita, romance que Lyna se propõe a escrever todos os dias. Tem outra narração na qual Crista conta Mulheres Bovary, romance em 20 capítulos feito a pedido do professor. Lyna transforma-se um pouco em cada uma de suas personagens e vai criando uma linguagem diferente para cada personagem, como deve ser quando se faz boa literatura. Nanoromance, como se vê, mostra uma narradora experiente, mesclando cenas da vida, personagens, reflexões e como nascem e são estruturadas as histórias, a tal carpintaria. Vanessa trabalha bem a linguagem e as construções literárias, cria personagens verossímeis e sua ficção apresenta pessoas, cenários e situações de nosso tempo, o que sempre credencia ainda mais uma autora.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Roberto Schmitt-Prym picture
    Roberto Schmitt-Prym04/09/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Por que escrevemos?

    Gabriela Silva Em “Cartas a um jovem escritor”, Mario Vargas Llosa fala que a vocação literária tem, como atributo principal, o exercício dessa habilidade que é a escrita. É o que acontece em “Nanoromance”. Vanessa Silla exerce sobre o texto e, em conseqüência, sobre nós, seus leitores, o fascínio a respeito do processo de escrita, descrevendo o processo de engendramento do texto literário, desde a sua gênese, no mundo das ideias silenciosas, até o encontro definitivo com o papel. A cada novo capítulo, o texto se desdobra em vários outros e, em um jogo de fragmentos e continuidades, surge o romance, ou melhor, um meta-romance. A criação de um texto narrativo é algo que parece envolta em mistério para a maioria dos leitores. De onde surgem as ideias, por quais caminhos tortuosos e mágicos elas se consolidam nas obras? O cerne deste romance é a construção do próprio texto, desnudando as emoções e peculiaridades do cotidiano de um escritor. Iniciamos a narrativa dentro do universo particular da narradora: Lyna Luck, uma estudante de escrita criativa, frequentadora de oficinas, que procura a palavra certa para seus textos, a emoção exata para suas personagens e, mais do que isso, busca entender a si mesma nas linhas de suas produções. Esse cotidiano não é tratado como um calendário, mas através de inserções dos elementos que movem os seus dias: trabalho, amigos, relacionamentos, memórias, redes sociais, escolhas musicais e leituras que lhe acompanham. O escritor, na obra de Vanessa, não se isola do mundo, numa aura de divindade e como um ermitão dedica-se à escrita. Ele participa do mundo e, dele, tira suas histórias. As personagens de “Nanoromance” estão repletas de vida, de sentido e de similaridade com o mundo real. As relações cotidianas, complexas ou simples, aparecem no romance, em torno da protagonista, nas ideias e dificuldades dos processos de escrita pelos quais passa. Diferentes narradores compõem o romance, mudando de acordo com a frequência da narração e do foco de Lyna: uma hora é a história de Rita e Arthur, em primeira pessoa, romance que ela se propõe a escrever todos os dias; em outro momento, Crista, que é um dos exercícios de oficina, conta a sua história e, por fim, surge “Mulheres Bovary”, romance em vinte capítulos feito a pedido do professor. Lyna também se desdobra, transformando-se um pouco em cada uma de suas personagens. James Wood em “Como funciona a ficção” comenta que uma das mais importantes características de um autor é capacidade da criação da linguagem para cada personagem e de mantê-la ao longo da narrativa, Vanessa faz isso com precisão, suas personagens possuem modos distintos de expressão, de fala, de condução de ideias e em nenhum momento elas se misturam, são únicas, diferentes e ao mesmo tempo indissociáveis na leitura do romance. A cada nova história construída por Lyna, Vanessa também se desdobra e se constrói como autora. A metaficção e a ideia do “mise-em-abyme” são o centro da narrativa, em que Lyna e seu percurso de escrita são a moldura das histórias de suas personagens. Escritor não é autor, mas Vanessa expõe uma vertiginosa vocação de criar narrativas através de sua protagonista. As relações externas, com colegas, com o âmbito da oficina, o inevitável pensamento de que não é possível conseguir escrever um texto sem sofrer, sem saber-se perdido entre os espaços da criação, tudo entra na construção de “Nanoromance”. A vida que se embrenha no texto; o texto que vibra com a vida. Tudo ao mesmo tempo percorre o romance de Vanessa Silla, um exercício de observação do mundo e do escritor que se fragmenta a cada texto escrito. O prefixo “nano”, que compõe o nome da narrativa, significa brevidade e dimensão reduzida ou, ainda, a potencialização de algo a um nível muito elevado. A segunda opção define a obra: Vanessa potencializa a sua capacidade criativa, transformando sua protagonista numa dessas potências, e Lyna, por sua vez, também se expande nas suas criações. “Nanoromance” é um livro sobre a arte da escrita, sobre a vantagem do escritor de poder viver inúmeras existências a partir da própria. O mote do romance é contemporâneo e universal: a visão do escritor sobre si mesmo, sobre seus processos e labirintos de ideias e de imagens que compõem seus textos, que o tornam tão especial e indispensável aos seus leitores. Assim como autores que se debruçaram sobre a escrita como Roland Barthes e Robbe Grillet tratando dos aspectos de construção, preparação e idealização do romance, respeitando suas novas formas, admirando suas modificações, Vanessa escreve sobre o exercício cotidiano da escrita do gênero. De um modo muito particular e compatível com o seu tempo, a autora pertence a esse seleto grupo de escritores que é esperado, desejado pelo universo da leitura. E, mais do que tudo, é a certeza de que Vanessa Silla sabe, definitivamente, criar personagens. Gabriela Silva é autora de Ainda é céu, livro de poemas. Nasceu em São Paulo, mas vive em Porto Alegre. Formada em Letras, é mestre e doutora em Teoria da Literatura pela PUCRS.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    5 / 2
    • 5 estrelas100%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Vanessa Silla profile picture

    Vanessa Silla

    6 Livros
    1 Seguidor
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Vanessa Silla