Sentiram? Ainda preciso fazer a resenha após esse trecho belamente composto – sim, como se compõe uma orquestra, o livro dedilhado pela insanidade e estabilidade ferrenha daqueles que brincam com a busca da obra perfeita – pelo autor que desenha um misto de mitos que todos conhecemos – ou nem tanto – entrelaçando-os a nossa própria cultura esquecida no passado.
Em Espelho dos Deuses, o autor nos leva a um mundo que pode muito bem existir. Muitos de nós conhecem as teorias diversas de múltiplos universos que funcionam paralelamente ao que estamos conscientes agora e Moreira nos leva adiante dentro deles, utilizando artefatos místicos chamados de “Espelhos”. Cada “Outro Lado” possui sua própria particularidade e seus seres viventes, seus Deuses responsáveis pela continuidade da vida e equilíbrio.
Através de Thymos e Renata, somos brutalmente jogados nessa descoberta sem chance de defesa. Iniciando na maravilhosa Amazônia, nos ensinando sobre as deidades que não conhecemos – e fazem parte da cultura natal de nosso país, senti vergonha de conhecer tanto sobre as estrangeiras e nada da que vivemos – e do que são capazes. Embora perdida no esquecimento dos brasileiros, eles estão bem vivos na literatura deste autor que tão bem utilizou-se deles em sua história.
[...]
Continue lendo no blog!