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    Não é meia-noite quem quer -

    António Lobo Antunes

    Alfaguara
    2015
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9788579624360
    Português Brasileiro
    3.8
    10 avaliações
    Leram12Lendo9Querem69Relendo0Abandonos3Resenhas2
    Favoritos2Desejados69Avaliaram10

    Um romance multifacetado e surpreendente, com um estilo narrativo que coloca Lobo Antunes entre os grandes nomes da literatura mundial. Uma mulher de meia-idade decide passar um fim de semana na antiga casa de praia da família para se despedir do local onde passou a infância. Vagando pelos cômodos vazios, ela transita entre passado e presente. Relembra amizades perdidas, tragédias familiares e problemas antes incompreensíveis. Ao mesmo tempo, reflete sobre seu casamento frustrante, seu emprego sem graça e a perda de seu único filho. No abismo do Alto da Vigia, de onde seu irmão se atirou anos antes, o som das ondas do mar soa como um convite. António Lobo Antunes transforma a história de uma família marcada pela dor e o drama de uma mulher que, desesperançosa, decide se despedir de tudo em um romance impactante e surpreendente.

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    Joyce Oliveira picture
    Joyce Oliveira22/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro foi escrito como uma narrativa que se conta no divã de um analista. A história vai aos poucos se revelando, mesmo assim, em doses mínimas de detalhes. O leitor tem que ficar atento a tudo, e ir juntando as peças pouco a pouco. Temos somente uma narradora, e é a partir dela que sabemos praticamente tudo, isso não é muito confiável! A cada frase do diálogo (vindo da memória da narradora) temos fluxos de consciência. É um livro denso, mas vale a pena a sessão de terapia!

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 10
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas20%
    • 1 estrelas0%
    António Lobo Antunes profile picture

    António Lobo Antunes

    António Lobo Antunes nasceu em 1942, em Lisboa, na zona de Benfica, onde cresceu. É o mais velho de seis irmãos. Licenciou-se na Faculdade de Medicina, em Lisboa, carreira que afirmou ter seguido por acaso. Já aos 13 anos queria ser escritor. Especializou-se em psiquiatria por nela achar semelhanças com a literatura. Parte de sua experiência clínica foi praticada em Angola, durante a Guerra Colonial, depois do que retornou a Portugal. No que concerne à política, apenas uma vez foi militante da APU (1980). No entanto, em relação à questão do poder, manteve-se um pouco distanciado, talvez por formação, herança do pai, anarquista. Foi sensivelmente a partir de 1985 que Lobo Antunes passou a se dedicar quase exclusivamente ao ofício da escrita. Os temas abordados em suas primeiras obras são a Guerra Colonial, a morte, a solidão, a frustração de viver/não amar. Tem três filhas: uma de 27, outra de 25 e outra de 15. Embora dedique a vida à escrita, costuma ir muitas vezes ao hospital. Sobre a escrita, Lobo Antunes diz: "Eu escrevo livros para corrigir os anteriores. E ainda tenho muito para corrigir". A sociedade urbana da média burguesia é a mais retratada em seus livros, uma vez que esta sociedade caracterizou o seu ambiente familiar. Deste modo, o autor tem necessidade de partir de uma base real para a criação de suas obras. Segundo o autor, suas principais influências foram os cinemas norte-americano e italiano, os andamentos da música e também alguns escritores que o encantaram na adolescência, como Céline, Hemingway, Sartre, Camus, Malraux, Júlio Verne e Emilio Salgari, acrescidos mais tarde com a descoberta primeiro de Simenon e, depois, dos russos Tolstoi e Tchekov.

    47 Livros
    78 Seguidores

    António Lobo Antunes