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    Poética

    Aristóteles

    34
    2015
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788573266054
    Português Brasileiro
    3.8
    10 avaliações
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    Favoritos3Desejados45Avaliaram10

    Tão concisa quanto essencial, a poética de Aristóteles (384-322 a.C.), o primeiro e mais importante tratado sobre as formas literárias, cênicas e narrativas da tradição ocidental, não tem deixado de ser lido, comentado e diversamente interpretado ao longo de seus 23 séculos de existência. Em capítulos breves, Aristóteles discorre sobre tópicos centrais da composição poética, como verossimilhança, unidade da obra e diferenciação entre composição poética e narrativa histórica, tirando seus exemplos de Homero e outros autores. A presente tradução de Paulo Pinheiro, professor de Estética e Filosofia, rigorosamente amparada em notas e atenta às pesquisas mais recentes, faz reviver o texto original de maneira clara e profunda, numa edição bilíngue voltada tanto para estudantes como para leitores já iniciados na matéria.

    Resenhas (1)Ver mais
    Léo Vieira picture
    Léo Vieira23/07/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O inventor do "plot twist"?

    A Poética de Aristóteles é uma obra seminal que não apenas moldou os estudos literários ocidentais, mas também lançou as bases para a análise crítica das narrativas. Com uma clareza lógica típica do filósofo, Aristóteles apresenta a tragédia como uma imitação da ação, focando no efeito catártico provocado por emoções como a piedade e o medo. A obra propõe que a estrutura mais perfeita de uma tragédia é aquela em que há peripeteia (reviravolta) e anagnórisis (reconhecimento), elementos que convergem para o clímax emocional da narrativa. A reviravolta (peripeteia), segundo Aristóteles, é uma mudança súbita e inesperada na fortuna do herói — da felicidade para a desgraça ou vice-versa. Ela deve ser verossímil e orgânica, nascendo da própria lógica da ação, não de um acaso externo. Aqui encontramos um elo curioso com o que, na literatura e no cinema contemporâneos, chamamos de plot twist. Ambos os conceitos envolvem uma mudança de direção que surpreende o público, mas há uma diferença fundamental: enquanto o plot twist moderno valoriza o choque e a imprevisibilidade, muitas vezes beirando o artificial, a peripeteia aristotélica exige coerência e inevitabilidade trágica. A surpresa, para Aristóteles, só é eficaz quando faz sentido dentro do mundo da narrativa. A Poética não apenas descreve a arte da tragédia, mas também permanece viva no modo como ainda buscamos, instintivamente, a virada que nos revela algo novo — sobre a história, sobre os personagens, ou sobre nós mesmos. Em tempos de roteiros frenéticos e narrativas fragmentadas, Aristóteles ainda nos lembra que o verdadeiro impacto de uma reviravolta está em sua verdade interior, não apenas em sua capacidade de nos pegar desprevenidos.

    3 curtidas

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    3.8 / 10
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    Aristóteles, Ἀριστοτέλης, Aristotle

    Aristóteles (em grego antigo: Ἀριστοτέλης, transl. Aristotélēs; Estagira, 384 a.C. — Atenas, 322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de Alexandre da Macedónia, na época com 13 anos de idade, que será o mais célebre conquistador do mundo antigo. Em 335 a.C. Alexandre assume o trono e Aristóteles volta para Atenas, onde funda o Liceu.

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