A poesia de Augusto dos Anjos é como um gole de café amargo. Alguns apreciam e raramente se aventuram a outros sabores, mas muitos sentem ou ressentem-se dos versos que falam da hipocrisia e da maldade quando estas encontram a honestidade.
Se pelos versos do poeta, o "beijo é a véspera do escarro", então quem avisa amigo é. A maioria dos poemas presentes na coletânea avisam sobre o baque do mundo adulto, da podridão social que entremeia as relações humanas.
Não é uma leitura fácil, não há trégua em nenhum momento.
Ler esse volume é como assistir alguém atacar um inimigo com palavras... ou com o próprio livro tacado-lhe na cara.
Recomendo.