Arthur Zanichelli é um garoto incapaz de perceber a sorte e os privilégios que tem. Filho do doutor Guilherme, um renomado e bem-sucedido médico, dono de um dos hospitais mais bem-conceituados da cidade, Zani, como gosta de ser chamado, prefere insistir no desgaste de sua relação com o pai. Perto de seus 18 anos, Arthur ainda não consegue perdoar o pai pela morte da mãe quando ainda era apenas uma criança. Ao longo dos anos, a relação de ambos se torna cada vez mais insustentável. Arthur é o exemplo clássico de rebeldia adolescente, se envolvendo com más influências e com fascínio por tudo que é errado ou proibido. Tendo cruzado a linha do limite há muito tempo, Zani persiste no caminho do incorreto e do inconsequente, mas, quando ele começa a se distanciar demais desta linha, seu pai, com medo de que não houvesse mais volta e que esta rebeldia se consolidasse na personalidade de uma pessoa ruim, resolve ser radical. Doutor Guilherme decide expulsá-lo de casa e o envia para um hospital em uma pequena cidade do interior aos cuidados de um colega de profissão. Arthur é obrigado a se passar por um dos pacientes do hospital, que atende e recebe apenas crianças e adolescentes carentes. Sentindo o enorme contraste de realidade, Arthur começa a conhecer uma vida que não conseguia sequer imaginar que existia. Sem abandonar seu espírito de revolta e maldade, causando muitos conflitos, ele transforma o cotidiano dos internos. Com personagens marcantes, A diferença que fiz mostra o quanto somos capazes de transformar o mundo – para o bem ou para o mal. Essa história emocionante faz com que tenhamos uma visão mais clara das pessoas que devemos dar valor e das mudanças que devemos buscar em nós mesmos.
A Diferença Que Fiz
Gutti Mendonça
Edições (1)
Ver maisLivro excelente!
Olá caros leitores e caríssimas leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra. Arthur Zanichelli, ou Zani (como gostava de ser chamado) um adolescente de dezesseis anos, rico, rebelde, mal educado, grosseiro, da pior espécie, assim como ele mesmo se considerava, que passou a dar um baita trabalho ao seu pai, o doutor Guilherme, depois da morte de sua mãe. Porém, se superou no quesito problema quando bebeu todas com seus amigos e atropelou o jovem esportista Erick durante a madrugada na cidade de Zankas e o deixou em estado gravíssimo, por pouco não o matando. Guilherme ficou “encaralhado”, e sem chão. Arthur já ouvira todos os sermões, tivera todos os castigos e nada resolvia. Como “punição”, para uma última tentativa de fazer o filho criar juízo, internaria Arthur no Hospital Santa Lúcia, onde cuidava exclusivamente de crianças com câncer e isso não era tudo: ele fingiria ser um doente e seria tratado como tal, com a diferença de que não passaria por quimioterapia ou outro tratamento, mas ficaria trancado no escritório do doutor Roberto, diretor da instituição e amigo Guilherme, para que os funcionários e as crianças imaginassem que ele estaria em tratamento. E se o protagonista continuasse a aprontar das suas, seria expulso do hospital e faria o que bem entendesse de sua vida, porém que esquecesse que tinha pai. Partindo dessa premissa, pode-se dizer logo no começo, temos clichê; o protagonista é um anti-herói e tem o objetivo de valorizar a vida em um hospital com crianças com câncer, uma lição de vida. Sim, aparenta ser comum, mas duvido que o leitor largue o livro por esse ínfimo motivo. A narrativa de Gutti Mendonça amadureceu muito após seus outros dois livros (“O preço de uma lição” e “Mais uma chance”) que escreveu com Federico Devito. É o tipo de narrativa que nos familiariza com os personagens, até mesmo com o irritante Arthur, e tem uma pegada jovial, mas sem o uso de gírias ou expressões do gênero e navega num estilo romântico, de fato, e um pouco mais adulto. Aliás, mesmo não sendo um cara gentil e afável, a personalidade Zani me chamou atenção e me cativou justamente por isso, por não ser um mocinho e nem um vilão, e sim um protagonista com uma personalidade forte, humana e de carregar um texto original e inteligente. Gutti criou uma estória bastante crível e real, dando as características físicas e as emoções para o protagonista. As personagens secundários também é um fator positivo no livro, pois todos são bem construídos. O livro possui 480 páginas, mas a leitura é tão fluída que ao término eu queria mais. Sendo assim só me resta indicar a obra por tudo que mencionei de positivo nela. Recomendo! Em resumo "A Diferença Que Fiz" é um livro cliché, mas surpreende pelas lições contidas no livro e nos faz refletir sobre atitudes inconsequentes que fazemos durante nossa jornada de vida. Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!
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