A Fé que Triunfa - Resenha
Quantas vezes, em oração, eu quase "esgoelava" a Deus, citando as suas promessas, pedindo-Lhe misericórdia e suplicando-Lhe que me curasse. Era o mesmo que orar à parede, ou ao chão; não havia resposta. Isto me chateava. Às vezes, eu pensava: "deve ser algum pecado que talvez tenha cometido". Quantas vezes, após orar, eu dizia para mim mesmo: agora acabou, estou curado. Graças a Deus! E saía confiante, certo de que os meus problemas haviam acabado (ou, na verdade, me iludindo com uma falsa fé, algo diferente do que a Bíblia diz que a fé seja). Essa é a situação de muitos crentes. Muitos perdem a fé, saem da igreja decepcionados com as tantas promessas que ouviram dos púlpitos, às vezes até revoltados com Deus. O livro "A Fé que Triunfa" apresenta uma definição muito interessante, útil e prática de fé, mas não só isso: de fé aplicada. O livro é uma refutação página por página do livro "Como tomar posse da bênção" do líder neopentecostal R. R. Soares, como é sutilmente indicado no subtítulo "Como deixar a bênção tomar posse de você". Há capítulos inteiros dedicados a explicar o motivo de tantas passagens usadas quase como frases mágicas simplesmente não surtirem efeito, apesar da insistência da corrente neopentecostal que, via de regra, confia mais na Confissão Positiva do que na própria Bíblia. A propósito, um dos maiores objetivos do livro é realmente derrubar a Confissão Positiva e seus jargões cômicos, como: "eu declaro!", "eu decreto!", "eu recebo!", "eu tomo posse!", etc.

