O mundo é palco da maior batalha da humanidade, onde os anjos são os soldados enviados por Deus, com a missão de dar fim às tropas do inferno. Um tema que pode parecer bem clichê a princípio, contudo, é a base de enredo para um livro incrivelmente magnífico. O inferno enfim conseguiu e sua empreitada em exterminar a humanidade foi quase concluída. Possuídos, os humanos guerrearam entre si e cometeram as mais sádicas atrocidades a ponto de quase se extinguirem.
Aron, um dos poucos humanos restantes, fora guardado por seu protetor, o anjo Caliel e assim poupado dos eventos catastróficos que se sucederam. Tal zelo por ele tinha uma razão significativa, o humano era um dos poucos descendentes diretos do próprio Adão e possui em si a energia para restaurar o caos em que o mundo se encontrava, por essa razão era alvo da casta de anjos para que protegessem bem como alvo de demônios e anjos rebelados que ansiavam sua destruição. Anjos, arcanjos, demônios, anjos rebeldes e outros seres estavam envoltos em uma batalha gigantesca, onde Aron é a chave para que tudo encerre com uma vitória que o céu e inferno lutam para obter.
A Guerra dos Anjos - Domínio Espiritual foi até o momento meu maior livro já lido, mas a leitura flui de uma forma tão gostosa que suas mais de quinhentas páginas passam sem perceber, tamanho o envolvimento com o enredo. O autor Arley França misturou contextos bíblicos com distopias (como Walking Dead, por exemplo) e o resultado foi uma batalha extraordinária e repleta de reviravoltas. Pessoalmente, mesmo com toda história sendo focada em Aron, me senti atraído pelos anjos Caliel, com seu ar protetor e simpático e por Haziel, que em muitos momentos, com sua impulsividade rouba a cena para si com eventos muito bem construídos. Ler este livro e não desejar ter sua continuação, a fim de fechar algumas lacunas é impossível, recomendo!
Sr. Alves