Este livro nos faz compartilhar de um momento único do teatro pernambucano, que transformou o desprezo dos herméticos - o mesmo estreitamento de visão que não soube focalizar, no seu tempo, a genialidade cômica de Dercy Gonçalves ou Grande Otelo - na consagração rendosa da alegria e da celebração. Uma história que raramente a crítica nos conta e que assegura a eternidade do jogo teatral. Jogo em que "Cinderela" confronta imagens arquetípicas tão enraizadas na sociedade brasileira, dando pelo riso uma rasteira necessária, um susto de humor e transgressão.
