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    A Testemunha -

    Nora Roberts

    Bertrand Brasil
    2015
    476 páginas
    15h 52m
    ISBN-13: 9788528620344
    Português Brasileiro
    4.3
    1115 avaliações
    Leram1633Lendo35Querem512Relendo4Abandonos19Resenhas138
    Favoritos144Desejados512Avaliaram1115

    Fruto de uma inseminação artificial e criada por uma mãe fria e controladora, Elizabeth Fitch se deixa levar por uma noite. Depois de beber além da conta, ela se encanta por um homem galante e dono de um sedutor sotaque russo. Acompanhando a amiga Julie, segue rumo a uma linda mansão em Lake Shore Drive, ainda sem saber que o lugar alteraria para sempre sua vida. Doze anos mais tarde, no interior do Arkansas, uma nova moradora anda despertando a curiosidade da vizinhança. Abigail Lowery não é propriamente uma recém-chegada, mas continua sendo uma desconhecida: em um ano, sabe-se pouco, ou quase nada, sobre a moça. O mistério de Abigail Lowery e sua mente afiada, natureza secreta e filosofia de vida nada romântica intriga o chefe de polícia local, Brooks Gleason, tanto a nível pessoal quanto profissional. Mas enquanto suspeita que Abigail precisa de proteção contra algo, Gleason, acostumado a criminosos de segunda categoria, não faz ideia de que homens poderosos e perigosos o observam e mantêm sob sua mira. E Abigail Lowery, que construiu uma vida baseada em segurança e autocontrole, corre o risco de perder ambos.

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    sueli jansen alonso picture
    sueli jansen alonso19/11/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Testemunha

    O escritor, para mim, é uma pessoa com poderes infinitos, seja qual for a sua classificação. Alguém com a capacidade de me abduzir e me fazer conhecer outros universos e personagens tão bem construídos que, ao final de uma obra, eu me sinta tão triste, vazia e saudosa, não poderá nunca ser confundido com alguém comum. Essa pessoa especial cuja mente é habitada por hordas de personagens que escapam e transformam-se, por algum tempo, em figuras essenciais em minha vida, sempre terá o meu respeito e imensa admiração. Nora Roberts, entre todos escritores do gênero de literatura romântica, ocupa um lugar especialíssimo em minha estante e em meu coração. Minha dívida com ela é imensa por me apresentar um mundo de fantasia e romance que eu, em minha infinita ignorância, não conhecia. Portanto, leitor, seja muito consciente dos meus comentários carregados de carinho, amor e gratidão por esta autora, ok? Em seu romance “A Testemunha” Nora Roberts conduz o leitor em uma espiral de suspense eletrizante. Seus primeiros capítulos estão carregados de rejeição, rebeldia juvenil, ingenuidade, ação e violência extrema. A forma como Roberts constrói o caminho de Elizabeth rumo ao desastre total, é inquietante. Ela nos coloca como testemunhas ocultas e impotentes das escolhas tão comuns e frequentes que os jovens costumam tomar nessa fase onde os hormônios mais prejudicam que ajudam. A literatura científica está aí, e não me deixa mentir. Contudo, Elizabeth está coberta de razão em sua ira santa. Para mim foi difícil não ficar emocionada com a trajetória desastrosa de Elizabeth Fitch e sua mãe desalmada. Sei lá, mas Nora Roberts quando decide escrever sobre mães ordinárias, ela capricha, viu? A Dra. Susan L. Fitch quando resolve engravidar o faz por meio de inseminação artificial, encarando a maternidade como um projeto onde não haveria margem para erros. Susan é uma mulher belíssima, mas sem sentimentos. Inteligente, mas emocionalmente incapaz. Arrogante, fria, calculista, enfim, o verdadeiro cão chupando manga. Para marcar o seu território, além alargar os seus limites, Elizabeth, uma jovem brilhante, com memória eidética, parecidíssima em personalidade e inteligência com a Bones (do seriado do mesmo nome), resolve experimentar um pouco de vida em uma jornada de pouco mais de vinte e quatro horas, tão veloz, quanto aflitiva, em um fim de semana. Em sua ânsia de vida, ela quase encontra a morte. A morte que não poupa a vida de sua nova e única amiga, em seus dezesseis anos de existência. Nesse instante, Elizabeth, Liz, como ela prefere ser chamada, testemunha os crimes cometidos por uma facção extremamente cruel e poderosa da máfia russa. Ela, então, é posta em um programa de proteção à testemunha que é sabotado por agentes federais corruptos, e foge para se proteger deixando para trás seu amigo e protetor. Após doze anos, encontramos Abigail Lowery, uma nerd, vivendo isoladamente, nas Montanhas Ozark, onde sua rotina e privacidade serão invadidas pelo chefe de polícia Brooks Gleason, tão gostoso, quando escorregadio, mas extremamente leal e incorruptível. Querido leitor, é um típico romance com DNA Nora Roberts, onde o eletrizante conflito inicial perde força ao longo de suas quase quinhentas páginas. Eu havia me preparado para muita correria, suspense e emoção, mas foi fácil chegar ao final do livro sem grandes sustos. Em “A Testemunha”, Roberts preferiu o romance em vez do suspense e da ação. Aí, você me pergunta: Gostou? E, eu respondo sem medo de errar, que gostei muito. Mas, eu sempre gosto dos livros da Nora. Ela faz magia com as palavras! Seus diálogos são espirituosos, divertidos, rápidos, e muito inteligentes. Ela tem o dom de me fazer apaixonar por seus personagens, e quando ela resolver inserir crianças e cães, aí... É pura covardia. Espere até conhecer o Bert! Confesso que quando eu vi o meio de campo meio embolado, corri para o último capítulo para ver se todos estavam “presentes”. Especialmente, Bert! Eu sei, eu sei... É um romance romântico, mas vai que dá uma loucura e a escritora resolva “eliminar” alguém... Depois do Tolkien e do Martin eu fiquei meio apavorada! Mesmo não sendo um livro da chamada alta literatura, uma escritora inteligente sempre aproveita para nos fazer pensar sobre pontos importantes da sociedade moderna. E, Roberts não perde tempo e nos fala sobre a fragilidade da justiça frente ao poder e a corrupção. Um romance sobre justiça e sobre o resgate de uma vida frente ao milagre do amor. Como sempre, mais um livro imperdível de Nora Roberts, embora ao longo das quatrocentas e setenta e quatro páginas existam mais buracos que em um queijo suíço. O final abrupto e imponderável me deixou insatisfeita, pois eu teria adorado saber maiores detalhes. Nora criou um conflito real e muito possível, mas não deu um fechamento adequado. E, mais não falo para não irritar os leitores que detestam spoilers... Como está se tornando habitual, a revisão é sofrível! No começo do capítulo 23, na página 374, em uma referência à época do ano, a primavera foi colocada próxima ao mês de agosto! Fala sério tradutor, a Nora Roberts não merece isso!

    31 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 1115
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Eleanor Marie Robertson profile picture

    Eleanor Marie Robertson

    Nora Roberts (nascida Eleanor Marie Robertson a 10 de Outubro de 1950) é uma escritora norte-americana, autora de best-sellers românticos. Foi a primeira mulher a figurar no Romance Writers of America Hall of Fame. Autora de maior destaque da lista de best sellers no New York Times e a primeira a ser escolhida para a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, Nora Roberts é considerada uma pintora de palavras que a cada pincelada, dá vida a personagens cheios de energia e vigor. Escritora metódica e insaciável, Nora já publicou mais de 160 romances, a maior parte no gênero suspense romântico, traduzidos para 25 idiomas e editados em todo o mundo. Sua alta popularidade como romancista advém do grande talento que possui para sensibilizar o leitor ao escrever narrativas de suspense que também falam sobre turbilhão de emoções que acontecem quando entramos em contato com nossos sentimentos mais profundos, principalmente amor e paixão. Suas histórias prendem o leitor com temas explícitos e intensos, descritos de forma clara e objetiva, passando uma mensagem curta e rica em detalhes. Os capítulos de seus livros são longos, e poucos, em média apenas 12. As paisagens descritas nos levam a viajar do México aos subúrbios de Washington, com certa suavidade e exatidão que sonhamos acordados, ou temos pesadelos! Histórias publicadas no início de sua carreira: Negócio de Risco (1986); Alerta da Natureza (1984); A suspeita (1989); No ano de 1995 a autora editou o primeiro volume da Série Mortal no original Naked in death (Nudez Mortal) sobre o pseudonimo de J.D. Robb, o qual hoje é prestigiado pelo mundo inteiro com mais de 25 volumes (em alguns países o número é menor). Autora Consagrada já vendeu mais de 2 milhoes de livros em todos os países publicados.

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    Maryland, Estados Unidos

    Eleanor Marie Robertson