Adagio Ma Non Troppo e Outras Canções Sem Palavras

    Angélica Amâncio

    Multifoco (Mil Palavras
    2015
    91 páginas
    3h 2m
    ISBN-13: 9788584735037
    Português Brasileiro

    Foi Saramago? Quando? Em BH? Pouco importa. Alguém disse que todo livro é como uma glosa da epígrafe. Mas não se deixe enganar. Desconfie da Bandeira hasteado por Angélica. Embora a "cinza das horas" de Manuel ressoe no "anuviar" "cinza-escuro claro" de Amâncio; embora o "desalento" e o "desencanto" dele ecoem no "desassossego", no "desamparo", nesse prefixo que até " comeu o amor" dela - não, não há desamor aqui, nem tudo é "motivo de pranto". Há muito alento, encanto, sossego, amparo - e amor.

    Resenhas (2)Ver mais
    Marcelo Rissi picture
    Marcelo Rissi04/02/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Adagio ma non troppo e outras canções sem palavras

    Escrevi essa resenha há quase 6 (seis) anos. Casualmente, encontrei-a "perdida" nas minhas postagens antigas no Facebook e, então, resolvi publicá-la aqui no Skoob, com mínimas alterações. Hoje, 6 (seis) anos depois, talvez eu tivesse elaborado a resenha de uma forma diferente (mantendo, porém, a nota atribuída e as impressões, que são as mesmas que eu tive à época da leitura). De todo modo, vou publicá-la exatamente da forma como eu originalmente a redigi. Gostaria de compartilhar algumas palavras sobre as minhas impressões a respeito dessa obra, que eu acabei de receber e - cuidadosamente - ler! Após alguns dias de ansiedade, finalmente chegou-me hoje, pelo correio, a obra da minha estimada amiga mineira Angélica Amâncio: "Adagio ma non troppo e outras canções sem palavras". Cuida-se de trabalho que, embora recém lançado, reúne 42 poemas de um elogioso trabalho poético desenvolvido pela autora ao longo de 13 anos (de 2002 a 2015, mais precisamente). Eu nunca fui bom com as palavras, especialmente para escrever resenhas. Todavia, após ler hoje, com profunda atenção, cada linha de cada página dessa obra, senti-me na obrigação - especialmente moral - de tecer algumas considerações sobre as minhas impressões em relação ao resultado final desse admirável esforço. A autora titula um talento FORMIDÁVEL (e invejável) com as palavras (algo que, para mim, sinceramente, há muito já não era mais novidade, uma vez que eu já havia, em outras oportunidades, lido outros textos dela)! Especificamente em relação à obra em comento, fiquei [positivamente] espantado e surpreso! A leitura dessa compilação de poemas me fez viajar por diversos lugares - no país e fora dele -, bem como experimentar diversas sensações e uma profusão de sentimentos. Vi e retratei mentalmente paisagens e lugares por onde eu nunca estive (ao menos nessa vida), vi cores, experimentei paladares e ouvi diversos sons... tudo isso por intermédio, unicamente, da leitura! Enfatizo, sem receio de soar exagerado, que essa leitura tangencia uma viagem hipnótica! Fabulosa experiência, para dizer o mínimo! Ainda pretendo ler essa obra por diversas outras vezes. De todo modo, por ora, os meus poemas favoritos dessa compilação são "Matemática" e "Rush em garrafas". Eles retratam, de forma poética, artística e elegante, a realidade cotidiana e o abismo social existente no Brasil. Enfim, vida longa à autora e às suas inspiradas histórias e viagens poéticas! Que o sucessor dessa obra inaugural não demore a ver a luz do dia! A todos, recomendo a leitura! ................... 6 anos mais tarde, reli, na data de hoje, a obra. Sem modificar a resenha acima, acrescento o seguinte: A décima primeira leitura encerrada em 2021 é, na realidade, uma (bastante prazerosa) releitura. Li essa obra à época do lançamento e, hoje, reli-a. A experiência e a maturidade que o espaço de tempo de 6 anos proporcionaram me permitiram absorver, com muito mais impacto, proveito e "sabor", as poesias dessa profunda e incrivelmente cativante obra! Já havia gostado - e MUITO - de "Adagio ma non troppo e outras canções sem palavras" por ocasião da primeira leitura, em outubro de 2015 (a primeira resenha que escrevi na vida foi para esse livro). A releitura, maturada, resultou em uma experiência ainda mais intensa e envolvente! Algumas poesias soam muito atuais (especialmente em tempos de pandemia), a exemplo de "Matemática", que retrata angústia, desolação e desespero, e "As pessoas", que convida a reflexões especialmente oportunas (e, sobretudo, necessárias) nessa era de "fake news" e de desinformação. A arte e a ficção antecipando-se, novamente, à realidade... Um pequeno aperitivo que denota a densidade da obra: "(...) de tudo aquilo que não temos, o tempo é o que menos menos nos pertence. Sua fuga é o que faz a vida tão bonita tão triste" (extraído do poema "Impressões em fuga"). "A eternidade dos abismos é mais longa que a dos cumes" (extraído do poema "Ao som das ameixeiras em flor). Continuo, meia década mais tarde, categorizando essa obra como lapidar!

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.7 / 5
    • 5 estrelas80%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%