A seção "Essencial - Mil Palavras" tem rendido bons textos, mas dessa vez não curti. O autor fala da falência em que se encontra o futebol brasileiro e levanta pontos que, a seu ver, seriam positivos no momento, como uma hipotética ausência na próxima copa. Que é isso! Já não bastaram os 7x1 em casa, o fracasso ridículo dos clubes na Libertadores (diante de clubes mais modestos, com menos investimentos) e, principalmente, os escândalos diversos. Oras! Quem tem que ser punido são os dirigentes que conduziram a essa situação e não o futebol em si. Discordo que a ausência seria boa por ser muito onerosa. Que coisa racionalmente pessimista! Não é disso que são feito os desafios do esporte. Quando a ausência na copa vai ser boa para o futebol brasileiro? Pisada na bola!
"Filhos do cárcere" fala da situação precária e triste a que são sujeitas as crianças que acompanham as mães nas prisões. O texto é pautado basicamente em relatos, aterradores, de algumas encarceradas e um esboço do que seria adequado e mínimo. Chocante saber de grávidas apanhando nas prisões ou mães com crianças no colo apanhando junto. Esse é um Brasil pouco conhecido.
"Guerra da inteligência artificial", debate do que a ficção já vinha prevendo: até que ponto a inteligência robótica poderá ter autonomia. Personalidades mundiais, mesmo com a limitação no campo das pesquisas e avanços, já chamam a atenção para um perigo iminente no assunto, a rebelião das máquinas (parece ridículo, mas num futuro sem cuidados será possível).
Que legal! Me amarrei na HQ (depois de uma lamentável ausência), com a biografia de um escravo que influenciou os abolicionistas de sua época. Mahommah Baquaqua. Diz aí se não fica maneira a história contada nessa linguagem. E ficou mais dramática com os traços vigorosos das cores e arte.
Que é isso Superinteressante? Esse foi o "Oráculo" mais tosco dos últimos tempos! Fala sério! "Como limpar bem a bunda?", "A quantidade de gás no peido?" e coisas assim. Poxa, deixem essas doideiras para a "Mundo Estranho" e não judiem da conceituada revista. O oráculo da vez está terrível. Oras! Vá tomar banho (duplo sentido, em represália e gracejo, sem graça, na resposta ideal que dou para a primeira pergunta).
O que vi de interessante, mas não importante foi a questão da paternidade discutida em um triângulo amoroso entre uma mulher e gêmeos univitelinos (a paternidade em DNA seria super difícil para apontar, talvez impossível, mas renderia uma boa história)
"Os dez mandamentos", reportagem de capa, está na tônica conhecida da contestação em relação a Bíblia. Engraçado que a revista mesmo se contesta com outros direcionamentos em edições anteriores. Dessa vez Moisés é excluído como figura histórica e o rei Josias é exaltado como a mente criadora de toda a história do êxodo como conhecemos. Tem fatos mencionados ali como a não existência do tabernáculo antes do templo e que o bezerro de ouro não seria um exemplo de idolatria. Cada um pense o que quiser, creio no relato bíblico.
Engraçado que quando vi a revista achava que iria fazer um paralelo da história com a condução da novela da Record.