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    O Futuro de Uma Ilusão, O Mal-Estar na Civilização e outros trabalhos (1927-1931) - Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud - Vol. XXI

    Sigmund Freud

    Imago
    2006
    299 páginas
    9h 58m
    ISBN-10: 8531209854
    Português Brasileiro
    4.3
    143 avaliações
    Leram351Lendo55Querem194Relendo4Abandonos11Resenhas6
    Favoritos23Desejados194Avaliaram143

    O livro aborda: O Mal Estar na Civilização; Fetichismo; O Humor; Uma Experiência Religiosa; Dostoievski e o Parricídio; Alguns sonhos de Descartes - uma carta a Maxime Leroy; O Prêmio Goethe; Tipos Libidinais; Sexualidade Feminina; Breves Escritos; entre outros. Este volume inclui a tradução das notas e comentários do editor inglês James Strachey. Desde a década de 70, a obra vem sendo continuamente revisada, sem que, no entanto, tenha se produzido qualquer alteração significativa na tradução original.

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    Doney Corteletti Stinguel picture
    Doney Corteletti Stinguel18/04/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: O Futuro de Uma Ilusão, O Mal-Estar na Civilização e outros trabalhos, de Sigmund Freud

    Parte I: “Ilusão seria imaginar que aquilo que a ciência não nos pode dar, podemos conseguir em outro lugar.” * “O desamparo do homem, porém, permanece e, junto com ele, seu anseio pelo pai e pelos deuses. Estes mantêm sua tríplice missão: exorcizar os terrores da natureza, reconciliar os homens com a crueldade do Destino, particularmente a que é demonstrada na morte, e compensá-los pelos sofrimentos e privações que uma vida civilizada em comum lhes impôs.” * “Se nos voltarmos para as restrições que só se aplicam a certas classes da sociedade, encontraremos um estado de coisas que é flagrante e que sempre foi reconhecido. É de esperar que essas classes subprivilegiadas invejem os privilégios das favorecidas e façam tudo o que podem para se liberarem de seu próprio excesso de privação. Onde isso não for possível, uma permanente parcela de descontentamento persistirá dentro da cultura interessada, o que pode conduzir a perigosas revoltas. Se, porém, uma cultura não foi além do ponto em que a satisfação de uma parte e de seus participantes depende da opressão da outra parte, parte esta talvez maior – e este é o caso em todas as culturas atuais –, é compreensível que as pessoas assim oprimidas desenvolvam uma intensa hostilidade para com uma cultura cuja existência elas tornam possível pelo seu trabalho, mas de cuja riqueza não possuem mais do que uma quota mínima. Em tais condições, não é de esperar uma internalização das proibições culturais entre as pessoas oprimidas. Pelo contrário, elas não estão preparadas para reconhecer essas proibições, têm a intenção de destruir a própria cultura e, se possível, até mesmo aniquilar os postulados em que se baseia. A hostilidade dessas classes para com civilização é tão evidente, que provocou a mais latente hostilidade dos estratos sociais mais passíveis de serem desprezados. Não é preciso dizer que uma civilização que deixa insatisfeito um número tão grande de seus participantes e os impulsiona à revolta, não tem nem merece a perspectiva de uma existência duradoura.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2018/04/o-futuro-de-uma-ilusao-sigmund-freud.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Nunca nos achamos tão indefesos contra o sofrimento como quando amamos, nunca tão desamparadamente infelizes como quando perdemos o nosso objeto amado ou o seu amor.” * “Os juízos de valor do homem acompanham diretamente os seus desejos de felicidade, e por conseguinte, constituem uma tentativa de apoiar com argumentos as suas ilusões.” * “O eremita rejeita o mundo e não quer saber de tratar com ele. Pode-se, porém, fazer mais do que isso; pode-se tentar recriar o mundo, em seu lugar construir um outro mundo, no qual os seus aspectos mais insuportáveis sejam eliminados e substituídos por outros mais adequados a nossos próprios desejos. Mas quem quer que, numa atitude de desafio desesperado, se lance por este caminho em busca da felicidade, geralmente não chega a nada. A realidade é demasiado forte para ele. Torna-se um louco; alguém que, a maioria das vezes, não encontra ninguém para ajudá-lo a tornar real o seu delírio. Afirma-se, contudo, que cada um de nós se comporta, sob determinado aspecto, como um paranoico, corrige algum aspecto do mundo que lhe é insuportável pela elaboração de um desejo e introduz esse delírio na realidade. Concede-se especial importância ao caso em que a tentativa de obter uma certeza de felicidade e uma proteção contra o sofrimento através de um remodelamento delirante da realidade, é efetuada em comum por um considerável número de pessoas. As religiões da humanidade devem ser classificadas entre os delírios de massa desse tipo. É desnecessário dizer que todo aquele que partilha um delírio jamais o reconhece como tal.” * Mais em:

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    Sigmund Freud

    Freud foi o fundador da psicanálise. Iniciou seus estudos pela utilização da hipnose como método de tratamento para pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente. Freud também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Ele abandonou o uso de hipnose em paciente com histeria, em favor da interpretação de sonhos e da livre associação, como fontes dos desejos do inconsciente. Freud, suas teorias e seu tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e continuam a ser muito debatidos hoje. Suas idéias são freqüentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

    149 Livros
    965 Seguidores
    Morávia, Áustria (Império Austríaco)

    Sigmund Freud