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    Confissões -

    W. Somerset Maugham

    Editora Globo
    2006
    265 páginas
    8h 50m
    ISBN-10: 8525041254
    Português Brasileiro
    4.4
    14 avaliações
    Leram23Lendo0Querem34Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados34Avaliaram14

    SOMERSET MAUGHAM PUBLICOU, EM 1938, o livro Confissões, no qual procurou ordenar seus pensamentos sobre os assuntos que mais o interessavam e apresentar uma imagem coerente de seus sentimentos e convicções. Não é uma autobiografia ou um livro de memórias, mas uma reflexão sobre alguns temas: o teatro, a literatura e a filosofia, tendo em vista o que um artista importante tem a dizer para quem quer criar, usufruir das obras de arte ou pensar a filosofia. Sendo um cético, ele não quis convencer, nem tampouco pretendeu fazer uma obra pedagógica. Abre-se, desse modo, um painel, no qual visitamos o teatro através de esboços implacáveis dos diretores e atores, do público, da crítica e do teatro inglês nas primeiras décadas do século passado, ou verificamos as desvantagens da profissão do autor, bem como os seus perigos, sendo o sucesso o maior deles. Maugham investiga ainda o problema da criação do personagem, os limites da idéia de realismo e a importância do enredo. Por fim, se debruça sobre temas metafísicos: a religião e a filosofia, a natureza do mal (e sua relação com Deus), o Carma, a idéia de imortalidade, o significado e a utilidade da vida, a morte, e a busca de três valores fundamentais: a verdade, a beleza e a bondade. Para Maugham, o amor pode ser sexual ou o "amor-ternura", que é a melhor parte da bondade, pois nos permite alcançar a idéia de respeito humano, o supremo valor.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Ladyce West picture
    Ladyce West27/01/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Assunto pessoal é um livro delicioso! Podia não ser. Trata-se das memórias de Somerset Maugham sobre o período da Segunda Guerra Mundial. Apesar dos trâmites do início da guerra retratados pelo autor, não é um livro pesado. É uma leitura sedutora pela prosa eloquente, fluida, com o gosto de causos contados no fim do dia, na varanda ou próximo à lareira; uma tradução impecável de Leonel Vallandro, que faz o português rolar pelo texto sem nenhuma lembrança do original em inglês, um português correto, formal, como era também o inglês de Maugham; e sobretudo a visão de alguém que apesar de ter vivido grande parte de sua vida fora da Grã-Bretanha manteve alguns traços na escrita que associamos aos ingleses: ironia, soberba, fino senso de humor. Há um ponto de vista definitivamente inglês que diverte mesmo quando é cáustico. Maugham foi um dos mais importantes escritores da primeira metade do século XX, além de um dos mais bem pagos. Escritor e dramaturgo também trabalhou para serviço secreto britânico quando residiu na Suíça e na Rússia antes da revolução. Morou na Índia e no sudeste asiático durante a Primeira Guerra. Já havia permanecido na infância fora da Inglaterra, quando voltou, aos dez anos, órfão de pai e mãe, estudou no Kings College, e foi fruto de chacota dos colegas de turma, por falar o inglês com alguns erros, já que sua língua mãe havia sido o francês. Nascera em Paris onde seus pais moravam. Talvez toda essa experiência no exterior justifique a facilidade que tem de analisar ingleses e europeus com alguma distância, como vemos nessa obra. Essas memórias começam quando a Alemanha invade a Polônia e parece lógico que a França seria a próxima a cair no domínio germânico. Maugham, que reside já há tempos em Cap Ferrat, no sudeste do território francês, primeiro escreve alguns artigos sobre a situação na França do início dos anos 30 até mais tarde, por volta de 1940, quando tendo feito contato o serviço secreto britânico, passa a reportar sobre posicionamento e estado das tropas francesas no continente. Os arredores de Nice, na Côte d'Azur, na década de 1930, foram locais onde grandes milionários construíram belas casas de verão e também local onde muitos ingleses, não tão ricos, escolheram para morar, pois suas rendas, aposentadorias, tinham por lá, maior poder aquisitivo do que teriam na Inglaterra. Às vésperas da submissão da França à Alemanha, Maugham e outros ingleses fazem a difícil travessia do Mediterrâneo para a Inglaterra, como refugiados. São viagens de navio difíceis, onde testemunha muito sofrimento e onde vemos que os ricos também tiveram que passar por sofrimento, mortes e restrições raramente lembradas hoje. Ter um relato de primeira mão sobre essa travessia, seus perigos e Londres sob ataque de bombardeios e a reação de seus habitantes é algo valioso e interessante. Muito melhor ainda quando bem escrito com um certo humor e ironia que não suscita melodramas. Somerset Maugham adapta sua prosa muito bem ao serviço das memórias. Suas observações sobre as pessoas e acontecimentos que o cercam são tratadas com ironia e temperadas pela precisa observação do ser humano. Mais valiosa ainda é a descrição da época e de seu modo de pensar. Por exemplo aprendemos que se pensava que Hitler estivesse blefando. Por outro lado, Londres sob pressão alemã é relatada vividamente. Mesmo assim é um livro de leitura fácil, agradável, cuja ironia não passa despercebida. O realismo é contido e o momento histórico preservado. É, sim, uma aula de história, mas delicada, leve e atraente. Aprendemos sem sentir. E termina com uma dose de otimismo sobre o futuro da Inglaterra. Recomendo. Está esgotado, no Brasil. Mas vale a pena procurar.

    5 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 14
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    William Somerset Maugham

    William Somerset Maugham foi um romancista e dramaturgo britânico. Nasceu na França, mas foi criado por um tio na Inglaterra devido a morte de seus pais. Maugham cursou a faculdade de medicina em Londres e sua experiência como médico foi transposta para o seu primeiro romance (Liza, A Pecadora). Embora tenha obtido pouco sucesso, ele abandonou a medicina para dedicar-se à literatura. O autor consegue o reconhecimento em 1908, com quatro peças teatrais simultaneamente em cartaz em Londres. Em 1915, lança o romance semi-autobiográfico Servidão Humana.

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    William Somerset Maugham