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    Flores

    Afonso Cruz

    Companhia das Letras
    2015
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9789898775733
    Português
    3.9
    26 avaliações
    Leram40Lendo5Querem13Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos1Desejados13Avaliaram26

    Um homem sofre desmesuradamente com as notícias que lê nos jornais, com todas as tragédias humanas a que assiste. Um dia depara-se com o facto de não se lembrar do seu primeiro beijo, dos jogos de bola nas ruas da aldeia ou de ver uma mulher nua. Outro homem, seu vizinho, passa bem com as desgraças do mundo, mas perde a cabeça quando vê um chapéu pousado no lugar errado. Contudo, talvez por se lembrar bem da magia do primeiro beijo - e constatar o quanto a sua vida se afastou dela - decide ajudar o vizinho a recuperar todas as memórias perdidas. Uma história inquietante sobre a memória e o que resta de nós quando a perdemos. Um romance comovente sobre o amor e o que este precisa de ser para merecer esse nome. «Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.» Críticas de imprensa «Uma das vozes mais criativas da nova literatura em língua portuguesa» Mia Couto «Afonso Cruz alcançará um lugar muito destacado nas letras portuguesas.» El País «Um verdadeiro escritor, tão original quanto profundo, cujos livros maravilham o leitor, forçando-o a desencaminhar-se das certezas correntes e a abrir-se a novas realidades.» Miguel Real, Jornal de Letras

    Resenhas (5)Ver mais
    Ricardo Silvestre picture
    Ricardo Silvestre06/09/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Entremos mais dentro na espessura

    É o segundo livro que leio do autor, Afonso Cruz, e confirma-se o mesmo estilo narrativo em ambos. A linguagem é simples, rápida e poética, com personagens intensas que nos vão cativando à medida que as passamos a conhecer melhor. É um livro sobre as pessoas, a vida, a morte, as perdas, o amor, a amizade e a importância das nossas lembranças. Quem passaremos a ser após a perda das nossas memórias? Os que nos conhecem saberão responder? O livro tem inúmeras passagens que merecem destaque, de tão belas que são. Faço questão de realçar a que se segue: “Tu achas que és uma pessoa, tens memórias, isso tudo. Mas, olha, os teus anos mais importantes, não te lembras deles. Lembras-te de quando tinha três anos? Não, pois não? De quando tinhas quatro? Também não. Dois? Um? Cinco? (…) Sabes quem se lembra desses anos e os guarda no peito como um coração mais importante do que o próprio coração? É a tua mãe. (…) As mães são as fiéis depositárias da nossa infância, dos primeiros anos. As tuas memórias mais importantes, mais formadoras, não são tuas, são dela. E quando tua mãe morrer, levará consigo a tua infância, perderás os primeiros anos da tua vida.” E em jeito de conclusão, e como diria o Sr. Ulme, entremos mais dentro da espessura. 😉

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 26
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas54%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas0%
    Afonso Cruz profile picture

    Afonso Cruz

    Além de escrever, Afonso Cruz é ilustrador, realizador de filmes de animação e compõe para a banda de blues/roots The Soaked Lamb (onde canta, toca guitarra, harmónica e banjo). Nasceu em 1971, na Figueira da Foz, e haveria, anos mais tarde, de viajar por mais de sessenta países. Vive com a sua família num monte alentejano onde, além de manter uma horta e um pequeno olival, fabrica a cerveja que bebe. Em 2008, publicou o seu primeiro romance,A Carne de Deus – Aventuras de Conrado Fortes e Lola Benites e, em 2009, Enciclopédia da Estória Universal, galardoado com o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco – APE/Câmara Municipal de Famalicão. Escreveu, ainda, Os Livros Que Devoraram o Meu Pai (Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009), A Contradição Humana (Prémio Autores 2011 SPA/RTP; seleção White Ravens 2011; Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração 2011) e A Boneca de Kokoschka.

    46 Livros
    110 Seguidores
    Coimbra, Portugal

    Afonso Cruz