A obra de Martín-Baró foi pioneira em refletir sobre o papel da Psicologia frente à realidade latino-americana, marcada pela pobreza, violência, injustiça, exploração e desigualdade, consequência de um regime de dominação imperialista. Sua reflexão buscou criticar a Psicologia hegemônica criada para responder às demandas de uma sociedade burguesa, sobretudo nos países do hemisfério norte, e construiu esforços concretos para a libertação social e histórica dos países e povos latino-americanos. Este livro contém trabalhos, conferências e outras apresentações do Sexto Congresso Internacional de Psicologia Social da Libertação, realizado em Campinas em 2003, como uma prática que se repete, anualmente, desde o assassinato dos jesuítas em El Salvador, dentro da Universidade Centro Americana, em 16 de Novembro de 1989.

