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    A República na Velha Província - Oligarquia e crise no estado do Rio de Janeiro (1889-1930)

    Marieta de Moraes Ferreira (coordenadora)

    Rio Fundo Ed.
    1989
    316 páginas
    10h 32m
    ISBN-10: 8585297042
    Português Brasileiro
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    "O que vai se ler, com oceânico proveito, é um trabalho que tem como tema central o Estado do Rio de Janeiro na Primeira República. Marieta de Moraes Ferreira e sua equipe ora se juntam aos que, como Joseph Love, Robert Levine e John Wirth, nos setenta, estudaram, num país espetacularmente derramado em extensão, o capítulo do regionalismo. O que os autores nos evidenciam, com sensibilidade sismográfica, é como a "velha província", o Estado do Rio, procurou reverter - mas não o conseguiu - a situação de um estado que, de eixo político e econômico durante o império, "passou à posição de estado de segunda classe com o advento da República". O declínio inicia-se na década de 1880, mais enfaticamente em 1896, quando os sinais de perdas irrecuperáveis não cessavam. É neste ambiente que surge Nilo Peçanha, o jovem deputado federal campista ligado ao Barão de Miracema, o estudante que viveu intensamente a segunda fase da Escola de Recife, a crítico-filosófica, sob a influência de Tobias Barreto, seu professor, que, às vésperas da Proclamação da República, afirmou que éramos um país que nasceu velho, "uma criança de cabelos brancos". Nilo, neste instante, é a liderança que procura unificar a política fluminense e recuperar o prestígio do Estado. Os autores escrevem com rigor acadêmico, e sabem "datar finamente", a paixão que, segundo Michelet, caracteriza o bom historiador. Além disso, põem sabor nas frases - principalmente quando estudam a tendência à personalização da política fluminense que alcançou sua expressão máxima com Nilo Peçanha -, trazem em aconchego adjetivos e verbos, dominam o instrumental linguístico." (Virgílio Moreira)

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