Hausfrau

    Jill Alexander Essbaum

    Casa da Palavra
    2015
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788577345649
    Português Brasileiro

    Este é um impressionante romance sobre casamento, fidelidade, sexo e moralidade, com uma heroína fascinante que luta para dar um significado à sua vida. Na maior parte do tempo, Anna era uma boa esposa. Anna Benz, uma norte-americana de trinta e tantos anos, vive com Bruno – o marido suíço e banqueiro – e seus três filhos em um subúrbio de cartão-postal em Zurique. Embora tenha uma vida confortável e tranquila financeiramente, por dentro Anna está desmoronando. Sem rumo e cada vez mais incapaz de se conectar com o marido emocionalmente indisponível, e até mesmo com seus próprios pensamentos e sentimentos, Anna tenta “despertar-se” com novas experiências: aulas de alemão, análise junguiana e uma série de casos sexuais que ela começa com uma facilidade que surpreende até a si mesma. Mas Anna não consegue abandonar esses casos tão facilmente. As tensões aumentam e suas mentiras começam a sair do controle. Tendo atravessado um limiar moral, Anna descobrirá até onde uma mulher pode ir quando toma um caminho sem volta. Íntimo, intenso e escrito com uma precisão incrível, o romance de estreia de Jill Alexander Essbaum é uma inesquecível história sobre casamento, fidelidade, sexo, moralidade e, especialmente, sobre o eu-interior. Navegando entre desejo e amor, culpa e vergonha, desculpas e razões, Anna Benz é uma heroína eletrizante. Sua história revela, com honestidade e beleza, como nos criamos e como nos perdemos; e as escolhas, por vezes desastrosas, que fazemos para nos encontrar. “Em Hausfrau, best-seller do New York Times, Anna Karenina ganha uma cor de Cinquenta tons de cinza e um toque de Madame Bovary.” Time “Este romance é sobre uma dona de casa entediada que, como seu homônimo tolstoiano, embarca em uma jornada psicossexual de autodescoberta e tragédia.” The Oprah Magazine

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    Beatriz Paludetto picture
    Beatriz Paludetto09/01/2022Resenhou um livro
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    O retrato da solidão e depressão de uma dona de casa

    Foi uma leitura que tive vários sentimentos, me irritei, fiquei profundamente triste e senti empatia. Anna é uma dona de casa que carece de base, tem dezenas de transtornos e vícios nocivos mentais e que lentamente sucumbe. Ela vive numa sociedade moderna, desenvolvida e cheia de oportunidades sem ameaças implícitas. Porém falta nela o básico pra conseguir viver, a estabilidade mental. Em um vício atrás do outro ela vai se distanciando inconscientemente de todos a sua volta, rompe todos os laços e tudo o que a prende no mundo, negligencia tudo que lhe é mais importante porque não consegue lidar com a própria vida. Não tem família própria, vive em um pais estranho com a família emocionalmente distante de seu marido, onde não entende nem o que as pessoas a sua volta falam geralmente, e nessa sucessão de acontecimentos acompanhamos o declínio de sua vida. Geralmente para algumas pessoas ocupadas com o caos interno só percebem as oportunidades e coisas boas que tinham quando as perdem. O que termina por ser um prego definitivo em seus caixões. Gostei de como em cada relação que a personagem tem ao longo do livro, da para discutir determinados assuntos, a frieza emocional, a ingenuidade corrosiva, o egoísmo por si só. Não estava dando nada para o livro, seguindo apenas na curiosidade do que poderia acontecer, pois o enredo é monótono e apenas nos 70% que tudo se desenrola, mas o final me pegou, acredito que essa monotonia e repetição foi proposital principalmente para formar a ideia de angustia, solidão e desespero do livro. A vida dessa mulher especifica e tudo que se passava na cabeça dela e todas as consequências de cada pecinha do dominó tombando uma atrás da outra. li recentemente a biblioteca da meia noite que traz uma temática de desilusão e sentimento de estar completamente perdido semelhantes, mas ao contrário daquele livro onde o proposito é aconselhar pessoas assim, aqui é mais sobre nós como sociedade lidamos com as pessoas mais emocionalmente vulneráveis próximos a nós e refletir sobre empatia. O livro não é indicado pra quem esta sofrendo crises depressivas, em momentos de desespero, ou que são sensíveis a violência contra mulher e suicídio.

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