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    No Palácio do Rei Minos -

    Nikos Kazantzakis

    Círculo do Livro/SP
    1992
    255 páginas
    8h 30m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.9
    38 avaliações
    Leram41Lendo2Querem45Relendo0Abandonos2Resenhas6
    Favoritos4Desejados45Avaliaram38

    Em uma linguagem simples, Nikos foca a história na amizade entre o jovem príncipe de Atenas, Teseu, um garoto escravo do palácio cretense, Cirino, e o jovem Ícaro. Mesmo dirigindo-se a um público jovem, Nikos mantêm sua crítica à exploração do homem pelo homem, e dos gregos por outros povos. Cabe lembrar que o autor viveu em um tempo em que a Grécia estava sob o julgo estrangeiro, e suas obras no geral transmitem sua inquietação de maneira muito forte, e graças à sua fantástica capacidade de análise do ser humano consegue criar personagens complexos e fortes. “Pobres camponeses – diz Ícaro -, trabalham, zangam-se por um instante, revoltam-se e querem levar um pouco de trigo para casa. Mas guardas brutais vêm com sua lança em riste e os camponeses se encolhem. Depois são os escravos espertalhões que vêm lhes distribuir um pouco de vinho para embriagá-los; e eis que todos correm em fila, cantando. Quando é que eles fabricarão assas para se libertar?” Na época do nascimento da civilização, também se repetia na contemporaneidade do escritor, onde seus conterrâneos se curvavam placidamente ao dominador turco, e em troco de migalhas jogadas não se revoltavam, e podemos trazer para nosso cotidiano e veremos que todos nós, passados milênios, ainda não conseguimos fabricar nossas assas.

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    Vitor Dilly picture
    Vitor Dilly12/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O fim de um mundo antigo

    Creta sempre fora uma potência marítima invencível. Mas agora, suas colônias rebelam-se, o povo está cansado, o Rei velho não tem herdeiros, os bárbaros dóricos estão descendo do norte e um jovem vagabundo vem de uma pobre aldeia para derrubar os alicerces que sustentam o Palácio: o Labirinto do monstro Minotauro, sedento por vítimas sacrificiais.... Nesse contexto, conhecemos as histórias de Dédalus e Ícaro, do fio de Ariadne, e do herói grego Teseu. Mais do que aniquilar o mundo antigo, ele cria o mundo novo.

    23 curtidas

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    3.9 / 38
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
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    Nikos Kazantzakis

    Foi um poeta, novelista, dramaturgo e filósofo grego. Mestre da literatura grega do século XX, ficou conhecido como um brilhante revitalizador dos mais diversos gêneros literários. Para fugir da instabilidade política na ilha de Creta, seus pais inscreveram-no em uma escola de padres franceses na ilha de Naxos. Depois estudou direito em Atenas (1902-1906) e filosofia em Paris, onde durante dois anos (1907-1908) foi aluno de seu tutor, o filósofo Henri Bergson. Depois, como correspondente estrangeiro de imprensa, viajou por Espanha, cobrindo a Guerra Civil Espanhola para um jornal grego, Reino Unido, União Soviética, Egito, Palestina e Japão, enquanto escrevia, incluindo poemas, reflexões filosóficas e comentários de viagens. Lançou Odíssa (1938), poema de 33.333 versos que pretendia ser um prolongamento da célebre obra de Homero. Durante os primeiros meses da Segunda Guerra Mundial, trabalhou para Conselho Britânico, em Londres (1939-1940), deixando o posto para retornar à Grécia, onde viveu sob a ocupação alemã. Envolvido na política nacional, foi nomeado Ministro da Educação (1945) e tornou-se dirigente do partido socialista grego (1946). O prestígio internacional do autor veio com romance Víos kai politía tou Aléxi Zormpá (1946), o famoso Zorba, o grego que também fez grande sucesso quando adaptado para o cinema (1964). Por um curto período morou na Inglaterra (1946) e depois radicou-se na praia francesa de Antibes, onde escreveu O kapetfán Mikhális (1950), os romances filosóficos O khristós xanastavrónetai (1954) e O televtaíos pirasmós (1955), levado ao cinema como A última tentação de Cristo (1988). Suas obra literária abrangeu de ensaios filosóficos como Asketiké (1927), poesias e tragédias e traduções de obras clássicas da literatura, como a Divina comédia de Dante e o Fausto de Goethe. Durante uma viagem à China, adoeceu, foi transferido para Copenhague e depois para um hospital em Freiburg im Breisgau, Alemanha, onde infelizmente morreu aos 71 anos e foi enterrado em Heráclion, sua cidade natal, na Ilha de Creta.

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    59 Seguidores

    Nikos Kazantzakis