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    Pequenos Escritos, Sinistras Histórias - Melhores contos e minicontos do I CONCURSO INTERNACIONAL DE CONTOS E MINICONTOS

    Dayane Manfrere

    Illuminare
    2015
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-13: 9788568904152
    Português Brasileiro
    3.9
    8 avaliações
    Leram10Lendo2Querem27Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados27Avaliaram8

    Uma coletânea de contos sinistros, sobrenaturais, onde o suspense e o inacreditável andam de mãos dadas. Personagens com uma dose de sinistro em inesquecíveis historias que não te deixaram dormir. Melhores contos e minicontos do I CONCURSO INTERNACIONAL DE CONTOS E MINICONTOS

    Resenhas (2)Ver mais
    Maria José Leite - Blog Pétalas de Liberdade picture
    Maria José Leite - Blog Pétalas de Liberdade13/03/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resenha para o blog Pétalas de Liberdade

    Minha experiência de leitura com "Pequenos Escritos, Sinistras Histórias" não foi das mais fáceis. Publicado em 2015, o livro é uma antologia da Editora Illuminare que reúne os melhores contos e minicontos recebidos pela editora em um concurso. São cerca de 40 textos, de autores brasileiros e portugueses, sobre diversos temas. Entre os contos que gostei, temos: um jogador de futebol vivendo a pressão de estar em uma partida contra seu antigo time, uma tatuagem que ganha vida, pai e filho que precisam lidar com a perda da mãe, uma busca por um esconderijo seguro que nos deixa sem fôlego mas que no final é só um jogo de Paintball, uma criança que tem medo de ir no porão (medo que todos nós já podemos ter tido na infância), dois garotos tentando descobrir a origem do estranho cheiro de flores que vinha do cemitério sempre na véspera do feriado de Finados, um personagem que faz de tudo para salvar uma garotinha mas talvez já seja tarde demais... "- Tantos passam a vida seguindo a luz, para não cair na escuridão... Bem, eis a minha pergunta. 'Porque não mergulhar neste umbral de trevas e se divertir?'" (página 87, "O Blecaute", Serena Tsukino, um dos maiores textos do livro e que me surpreendeu bastante) "Era uma vez" do Tito Silveira traz uma inversão do que vemos nos contos de fada: talvez a princesa esteja presa na torre e vigiada pelo dragão para a própria segurança do reino... Ficou em 2° lugar na categoria MiniConto e mostrou que em poucas palavras é possível impactar o leitor. "Um dia de cão" do Alexandre Simas é o que o título diz: um cachorrinho que se sente mal tratado pelos donos. É interessante ver como o animal enxerga uma realidade que infelizmente é a de muitos iguais a ele e que os humanos podem não estar vendo da mesma forma, achando que aquele tratamento é o suficiente para o animal. "Fui levado muito pequeno, não lembro muita coisa além desse dia, nem sei direito se tive ou tenho irmãos. Fui levado sem motivo algum e jogado nesse buraco, onde sempre que podem me encurralam e me prendem em um lugar pequeno. Por mais que eu grite, me deixam trancafiado e vão embora. Nem direito de chorar eu tenho, se escutam, voltam e me espancam. Aqui é pequeno demais, fede às minhas próprias fezes e urina, fico preso por horas e não tenho aonde fazer minhas necessidades a não ser no próprio chão. Mas hoje isso acaba, acham que não sou esperto o suficiente para fugir daqui, burro são eles que esqueceram a porta aberta. Quanto descuido! Sempre me torturam quando a noite cai, uma tortura sádica, uma gama de cheiros incríveis é liberado aguçando ainda mais a fome que sinto, dá pra ouvi-los comendo e quando minha fome vem eu tenho, quando tenho, uma comida horrível, salgada, difícil de mastigar e água." (página 18) Há alguns contos bem criativos, como os citados acima, e outros não tão marcantes. O meu problema com a antologia foram os contos mais pesados, que falavam sobre vingança, filicídio (um pai mata a própria filha), pedofilia, estupro. Há um conto grande onde um homem agride, estupra e mata uma mulher. Foi dificílimo ler uma cena tão brutal descrita com detalhes. Tive vontade de abandonar a leitura da história. Imaginem como fiquei ao ver a recente notícia de uma mulher que foi agredida por horas por um rapaz com quem conversava por meses na internet, algo semelhante ao que acontece no conto, mas felizmente com um desfecho diferente. Esses contos mais pesados, que envolvem estupro, não chegam a romantizar a situação, mas descrevem a cena com detalhes e não trazem uma punição para o agressor no final. Apesar de não serem muitos, acabaram pesando negativamente na minha avaliação sobre a antologia e me fazendo não recomendá-la, pois não sei quero estimular alguém a ler cenas de violência gratuita e brutal. Isso nos mostra um risco de se participar de uma antologia (eu já participei de algumas): pode acontecer de o seu conto ser tranquilo dentro do tema e o de outro autor ser extremamente indigesto e você ficar sem jeito de recomendar para conhecidos o livro do qual faz parte. Sobre a edição: gosto da capa, preta e com a imagem da máquina de escrever. As páginas são amareladas, há um detalhe no início de cada conto, as letras, a margem e o espaçamento entre uma linha e outra não são muito grandes, mas não tornaram a leitura desconfortável. Alguns contos tem mais erros de revisão que outros. Foi uma edição limitada, então pode ser difícil encontrar exemplares à venda. E por hoje é só, fica o registro sobre essa minha leitura.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 8
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
    Dayane Manfrere profile picture

    Dayane Manfrere

    Dayane Manfrere nasceu em São Paulo, escorpiana do dia 7 de 1988. Escreve também no Enquanto a Chuva Caí, seu blog e diário. Colaboradora e revisora do site Homo Literatus. É graduada e pós graduada em Comunicação Social, mas com diversas especializações em literatura e escrita criativa.

    3 Livros
    2 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Dayane Manfrere