“Sem Sombra” conta ao leitor a estória de Fernanda, uma jovem apaixonada pela vida que após um acidente, vê sua vida mudar. Ela é salva por Rafael, um vampiro, que a transforma e por conta disso ela tem que deixar sua família.
Em sua nova vida com vampiros, lobisomens, mestiços e morte, Fernanda encontrará também uma nova paixão que traz uma dor do passado. Será essa nova vida tão fascinando quanto nos livro que ela leu quando jovem?
Iniciei o livro com uma grande expectativa, por ter gostado bastante de outra obra que li da autora, mas infelizmente o livro não atendeu a ela. Nos primeiros capítulos a trama estava muito envolvente com a protagonista se descobrindo em sua nova vida, mas em determinado momento o romance roubou toda a cena e, para mim, a estória acabou se perdendo.
Não me leve a mal, eu gosto sim de obras românticas com um fundo sobrenatural, mas “Sem Sombra” não me cativou tanto quanto Zafhira (outra obra da autora). Entendo que talvez o foco de Uiara (autora) tenha sido a relação de Fernanda e Rafael e por isso o romance ficou evidenciado, mas por ter todos esses personagens míticos, esperava mais e o final acabou me decepcionando.
Alguns pontos que contribuíram para essa pequena decepção foram algumas pontas soltas no livro, tais como: o que realmente Metrius (mestiço vilão) fez com Larissa (antiga paixão de Rafael), e que tipo de ser ela era? Por que Baltazar (servo e amigo de Rafael) deve servir ao povo mítico? Quais eram os sentimentos verdadeiros de Israel (lobisomem amigo) por Fernanda e os dela por ele? Além dessas questões, a protagonista muitas vezes me pareceu um tanto metida e convencida, contudo, outras vezes era uma verdadeira ‘mocinha’.
A diagramação do livro também deixou um pouco a desejar, já que era preciso uma grande revisão, pois há muitos erros, tantos de digitação quanto gramaticais. O que ‘salvou’ foi a divisão de capítulos numerada e os pequenos detalhes de repartição de narrativa, que foram bem feitos.
Enfim, eu precisava de alguma coisa na estória e não a obtive. Espero ler novas obras da autora, mas também que estas ressaltem a emoção que senti com sua primeira obra.
Deixo abaixo, para vocês, os trechos escolhidos:
“Quando se tem algo na mão, não se deve ignorá-lo porque se assim o fizer, amanhã pode ser tarde...”
“― A morte ela já tem. Agora a vida, é uma incógnita.”