BEATNIK
O termo Beatnik é uma fusão de Beat com Sputnik, a nave soviética que foi pioneiramente para o espaço na segunda metade da década de 50. O termo Geração Beat/Beatnik, assim como a cultura produzida por ela, não designa um movimento organizado, estética ou politicamente, em torno de um programa ou objetivos comuns. O nome Beat Generation, foi criado por aquele que é considerado o maior escritor e romancista dessa geração, Jack Kerouac (autor de On The Road, livro que seria consagrado mais tarde como a Bíblia Hippie), e chegou ao conhecimento do público em geral através do New York Times, em novembro de 1952, num artigo escrito pelo jornalista e também escritor Clellon Holmes. A metáfora resultante da fusão de Beat com Sputnik não poderia ser mais precisa, já que os poetas e escritores Beats eram, de fato, verdadeiros foguetes, inquietos, ligados, criativos, absolutamente em contrate com a pasmaceira e a caretice da década de 50 americana. A expressão Beat Scena (Cena Beat) diz respeito a todos os acontecimentos, palcos e lugares ocupados pela Geração Beat durante seu período de efervescência e contestação, escritores, poetas e artistas que se revoltaram contra a sociedade de consumo e as normas sociais da época. A Beat Scene significa uma série de álbuns, discos, com poetas falando, oralizando seus poemas; tradução de outro "lance" forte e típico da época: a tentativa de retomar a tradição oral da poesia, ao mesmo tempo em que se tentava juntar a música, o Jazz principalmente, com a poesia. CAPÍTULOS América, Anos 50: o pesadelo refrigerado, p. 7-35 Prosa Beat: frases do corpo em movimento, p. 36-58 Poesia Beat: visões do céu e do inferno, p. 59-86 Beats, Hipsters, Hippies, Freak, Desbundados: a utopia nas ruas, p. 87-98 Indicações para Leitura, p. 99-100 Biografia, p. 101
