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    Além do Materialismo Espiritual -

    Chögyam Trungpa

    Cultrix
    1999
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-11: 8531600057_
    Português Brasileiro
    4.3
    45 avaliações
    Leram81Lendo16Querem172Relendo0Abandonos4Resenhas4
    Favoritos6Desejados172Avaliaram45

    O percurso correcto do caminho espiritual é um processo muito subtil e não alguma coisa a que possamos atirar-nos ingenuamente. Existem numerosos desvios que levam a uma distorção egocentrada da espiritualidade; podemos iludir-nos, imaginando que estamos nos desenvolvendo espiritualmente quando, na verdade, não fazemos senão fortalecer nosso egocentrismo por meio de técnicas espirituais. A essa distorção básica pode dar-se o nome de "materialismo espiritual". ALÉM DO MATERIALISMO ESPIRITUAL é a transcrição de duas séries de palestras dadas por Trungpa Rinpoche em 1970-71. "As palestras discutem, em primeiro lugar, as várias maneiras pelas quais as pessoas se envolvem com o materialismo espiritual, as muitas formas de auto-ilusão em que os aspirantes podem cair. Depois desse passeio pelos desvios ao longo do trajecto, discutimos o verdadeiro caminho espiritual, em seus contornos mais amplos. O que se apresenta aqui é um enfoque budista clássico - não no sentido formal, mas no sentido de mostrar o cerne do enfoque budista da espiritualidade. Apesar de não ser teísta, o caminho budista não contradiz as disciplinas teístas. As diferenças entre os caminhos são mais uma questão de ênfase e de método. Os problemas básicos do materialismo espiritual são comuns a todas as disciplinas espirituais."

    Edições (2)

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    Guilherme Lanze picture
    Guilherme Lanze24/09/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Leve e claro

    O livro traz ensinamentos e relatos de como transmutar os sentimentos, de forma e visualizar as coisas como elas realmente são. Excelente leitura! É um livro para se ler mais de uma vez.

    1 curtida

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    4.3 / 45
    • 5 estrelas58%
    • 4 estrelas24%
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    Chögyam Trungpa

    Chögyam Trungpa foi um mestre de meditação da linhagem do Budismo Tibetano. Nasceu na província de Kham, na parte setentrional do Tibete oriental, em 1939. Aos treze meses, foi reconhecido como a décima primeira reencarnação da linhagem dos Trungpa tulku. E como todo jovem tulku, foi desde cedo educado de maneira intensa nos estudos e práticas dos ensinamentos budistas. Aos cinco anos, foi coroado como abade supremo dos monastérios de Surmang. Ordenado monge aos oito anos, ele se consagrou ao estudo e à pratica das diversas disciplinas monásticas tradicionais, assim como à arte da caligrafia, da pintura em tangka e as danças monásticas. Com apenas quatorze anos de idade, ele confere a abhisheka do Rintchen Terdzö. Um tulku tão jovem dando uma abhisheka que duraria quase seis meses era então um evento excepcional. Ele estudara com Jamgon Kontrul de Sétchèn, que foi seu guru-raiz e com quem ele permaneceu alguns anos. Jamgön Kontrül ensinava de forma direta e demonstrava em seguida como aplicar a realização final em cada momento da vida quotidiana. Esse mestre se tornou um exemplo e uma fonte de inspiração permanente para Trungpa Rinpoché durante toda sua vida. Chögyam Trungpa estudou também ao lado de Dilgo Khyentsé, que lhe transmitiu os ensinamentos da Grande Perfeição ou Atiyoga. Graças à esses dois mestres, ele fora fortemente marcado pelos ensinamentos Nyingma. Khenpo Ganshar, filho espiritual de Jamgön Kontrül, foi igualmente alguém muito proximo do jovem Chögyam Trungpa. Em 1958, ele fora ensinar nos monastérios de Surmang. Pressentindo que os habitantes dali estariam brevemente sujeitos à própria sorte, ele apresentou-lhes então rapidamente os ensinamentos essenciais. Chögyam Trungpa aprendera dessa forma à indicar diretamente a natureza do espírito à um grande numero de estudantes. Em 1959, em razão da invasão do Tibete pelos chineses, ele foi obrigado a partir em exílio. Com apenas vinte anos ele teve que abandonar seu pais e fugir; atravessando os Himalaias em condições extremamente difíceis. Ele liderou um grupo de trezentas pessoas numa viagem que durou quase dez meses. A maioria dessas pessoas foram feitas prisioneiras pelos chineses, e apenas dezenove conseguiriam escapar.

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    Kham, Tibet

    Chögyam Trungpa