Superinteressante Nº 355 (Dezembro de 2015) - Transforme seu Stress

    não informado

    Abril
    2015
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

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    R .19/12/2015Resenhou um livro
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    A edição 354 não li, um especial sobre o cérebro. Já essa aqui tem um conteúdo bem interessante, especialmente na reportagem de capa. "Transforme seu stress" para mim foi uma leitura oportuna e positiva nessa época, quando temos a reflexão do desenrolar deste ano com as expectivas para o novo, que pode ser um caldeirão de angústia, ansiedade ou, vendo pelo lado positivo sugestionado pela edição, uma motivação e impulso para lidar com as situações aflitivas de maneira construtiva e desafiadora. Legal a abordagem fisiológica do stress e o direcionamento construtivo em que pode redundar. Mas também achei muito enfática aos fenômenos orgânicos comparativamente à personalidade, que é quem vai delinear tudo. Por isso a importância de elementos como a espiritualidade, que poderia ser citada. Mas gostei do geral e foi bem curioso e inusitado aquela questão da postura corporal expandindo o corpo. Não sou adepto disso - prefiro a leitura, a música, a escolha - mas de repetente vamos experimentar né, correndo para o banheiro. KKK! Que doideira! Seguindo-se a reportagem positiva sobre o stress vemos uma sobre os objetivos do ISIS, que não deixa de ilustrar uma resposta negativa a ele. E impulsionada por ideologia religiosa (não o que acredito também sobre espiritualidade). São listados vingança, dominação e apocalipse em suas pretensões. Creio também que essas coisas loucas tem sempre origem em algum mentor megalomaníaco com sede de poder, isso costuma ser o objetivo principal, ainda que disfarçado. A parte sobre escolas bem sucedidas em paralelo a seu meio é uma inspiração. Lembrei de algumas que conheci que tinham algo parecido. Visitei uma numa ilha que era diferenciada. Os alunos chegavam em barquinhos de outras ilhas e existia entre eles um amor pelo local, que também representava uma oportunidade única de encontro entre eles. Não gostavam de faltar e a escola, apesar do zelo, tinha também condições precárias. O campinho para atividades era uma área de várzea que dependia da maré para ter aula de educação física e o ambiente era tão singular que não tinha área para atividades das crianças nas palafitas. Uma das minhas visitas foi no dia das crianças e elas estavam fazendo a festa em um pequeno pátio na frente da escola, situada sobre estacas no rio Amazonas. O rendimento não sei, mas a impressão das relações sociais foram ótimas e um ponto positivo no ambiente escolar. Vou te contar, quase estraguei a revista de tanto esfregar nos tais logotipos odoríferos, mas não captei nada. Será uma pegadinha ou minha percepção muito ruim? Para compensar a vontade da experiência acabei sugestionado pelas ilustrações próximas e senti mato na página 31 (onde aparecem bois), casca de ovo na página 26 e queijo na 22 (depois de ler a matéria que o citava na foto). Interessante a ideia para o sucesso de teorias da conspiração, que diz que a atenção a elas refere-se a um mecanismo de defesa para uma situação inusitada que o cérebro não conhecia e trata de ficar atento ao conhecer. No "Oráculo" gostei mais da explicação para "casa da mãe Joana". Sou fascinado pela origem de expressões assim e nesta encontramos uma história verdadeira sobre uma rainha Joana na Idade Medieval. O conto "A ponte" prendeu minha atenção, apesar de não entender direito o final, que descamba para algo surreal. Que foi aquilo? A morte do cara em suas paranoias, embarcando com o Caronte na travessia enfim do rio, mas do além? Deixo em registro a HQ "Asterix: o papiro de César" como sonho de consumo. Uma sátira às informações sigilosas e manipulação midiática. Finalizando, na última parte fiquei confuso no início com a troca das cores. Na minha opinião. deveria ser verde para liberado e vermelho para os que prendem o intestino.

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