Este é um livro oco. Em sua forma, é alto: altamente confuso. Também é profundo, por aprofundar a crise de qualidade na qual a série se degringola. Enlarguece a irrelevância do enredo, espalhado por páginas compridas, tão compridas que parecem não acabar mais. Mas conteúdo, que é bom, nada. Completamente oco.
Mas o oitavo volume de No Game No Life não é de todo inútil. É possível, finalmente, sanar parte do questionamento que assombra essas light novels desde o início: qual a parcela de responsabilidade do autor e da editora neste papelório? Os tradutores des[a]pontam, desta feita abusando impiedosamente do pretérito mais-que-perfeito em meio aos desvarios ortográficos de sempre. NewPOP, o que é uma "questão" que não pergunta?
Não que se esteja inocentando o autor. Confundir o leitor com "unidades" pra cá, "unidades" pra lá, sem explicação entram em sua conta. Há alguma ligação entre este plot e a tentativa de cliffhanger da última página? Avisem ao Kamiya que, pra não explorar a Steph, basta escrever perto da caixa de correio, pois essas dúvidas somente ele poderá responder.
Ou não.