No ano de 1964, os militares depuseram o presidente João Goulart do poder e assumiram o comando do país. Perpetuaram-se à frente da nação por 21 anos. Nesse período, a censura era um atributo do Estado, regulamentada por um arcabouço legal. O governo controlava, com olhos repressores, produções artísticas, entre elas o cinema. Tudo em nome da moral, dos bons costumes e da segurança nacional. Para os militares, havia, sim, uma "ameaça comunista" no Brasil e as mensagens "subversivas", segundo eles, eram veiculadas através das produções cinematográficas. Nesta obra, estão presentes as memórias de personagens que viveram durante o regime militar e que tiveram seu cotidiano profissional influenciado pela censura de filmes. Um desses personagens é Maria Nilsa Soares da Silva Duhau, que trabalhou como representante das empresas produtoras de filmes e tinha suas próprias artimanhas para tentar "driblar" o cerceamento por parte do governo. Há depoimentos, ainda, de um cineasta, de dois censores e até de um economista que era contra o personagem Capitão Gay, interpretado por Jô Soares na década de 1980.
Luz, câmera, repressão
Rodrigo Duhau
Editora Kiron
2015
240 páginas
8h 0m
ISBN-13: 9788581134420
Português Brasileiro
Estatísticas
Avaliações
0 / 0- 5 estrelas0%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%