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    Suicide Note

    Mitchell Heisman

    M. Heisman
    2010
    1905 páginas
    2d 15h 30m
    ISBN-10: 9992640596
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    Suicide Note discute transumanismo, história, religião, morte, niilismo e outras questões de ordem filosófica, em um tom alternadamente acadêmico e sarcástico. Sua tese central é a de que a vida é fundamentalmente sem sentido, que não há base para uma escolha pela vida ao invés da morte, um pensamento que Heisman consumou na escadaria do Memorial Church, igreja nova-iorquina. Heisman inicia sua carta de suicídio apontando que a futura repressão de sua obra será a comprovação da veracidade de sua hipótese sobre liberdade de expressão. Ele então sugere ao leitor que discuta suas conclusões como modo de testar a alegação tradicional de total defesa da liberdade de expressão no sistema liberal democrático contemporâneo, o qual é a pedra angular deste sistema político. Heisman então parte para uma explicação do objetivo de seu trabalho: demonstrar a origem da democracia liberal no conflito étnico entre os conquistadores normandos e os dominados anglo-saxões na Inglaterra do século XI. Naquilo que denominou como “experimento de niilismo”, o autor questionou o que chama como prejuízo irracional da vida contra a morte; ele recorre a uma ideia de eliminar aquilo que denominou como “viviocentrismo”, que nada mais é do que a glorificação da vida sobre a morte a qual a maioria das pessoas se apega. Heisman não acreditava na racionalidade de qualquer coisa, tampouco de seus próprios instintos. Sua falta de crença o conduziu a conclusão de que não existem valores inerentes em nada, nem mesmo nos valores em si, logo, o valor da vida que a maioria das pessoas possui é algo infundado. A vida não possui nenhum valor inerente e, com efeito, não há um motivo para escolher a vida ao invés da morte. E, como cada valor é fundado na vida em si, confrontar cada um ao desejar a morte é o método correto para atingir a verdade sobre haver algo realmente importante na vida, qualquer coisa que racionalmente valha a pena ser vivida.

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    Mitchell L. Heisman

    Mitchell Heisman ficou conhecido a partir da carta de suicídio que redigiu no decorrer de vários anos, onde abordou temas concernentes ao niilismo, existencialismo e significado da vida. Heisman nasceu em 1975 na cidade de Nova Iorque, cresceu no estado norte-americano de Nova Jersey e graduou-se na University at Albany, no estado de Nova Iorque. Antes de cometer suicídio, próximo das onze horas da manhã do dia 18 de setembro de 2010, durante as celebrações judaicas de Yom Kippur, Heisman publicou um livro de mais de mil páginas intitulado Suicide Note (Carta de Suicídio, em tradução livre) no website suicidenote.info e encaminhou postumamente um link para o livro para quatrocentos de seus contatos (dentre eles amigos, familiares e colegas de universidade) cerca de cinco horas após sua morte. Suicide Note, além de tratar-se de uma carta de suicídio, discute sociobiologia, transumanismo, história, religião, morte, niilismo e outras questões de ordem filosófica. O tom do livro é alternadamente acadêmico e sarcástico. Sua tese central é a de que a vida é fundamentalmente sem sentido, que não há base para uma escolha pela vida ao invés da morte, um pensamento que Heisman consumou na escadaria do Memorial Church, igreja nova-iorquina.

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    Nova Iorque, Estados Unidos

    Mitchell L. Heisman