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    Too Like the Lightning (Terra Ignota #1)

    Ada Palmer

    Tor Books
    2016
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-10: 0765378000
    4.7
    7 avaliações
    Leram9Lendo0Querem41Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos1Desejados41Avaliaram7

    The first book of Terra Ignota, a four-book political SF epic set in a human future of extraordinary originality. Mycroft Canner is a convict. For his crimes he is required, as is the custom of the 25th century, to wander the world being as useful as he can to all he meets. Carlyle Foster is a sensayer--a spiritual counselor in a world that has outlawed the public practice of religion, but which also knows that the inner lives of humans cannot be wished away. The world into which Mycroft and Carlyle have been born is as strange to our 21st-century eyes as ours would be to a native of the 1500s. It is a hard-won utopia built on technologically-generated abundance, and also on complex and mandatory systems of labelling all public writing and speech. What seem to us normal gender distinctions are now distinctly taboo in most social situations. And most of the world's population is affiliated with globe-girdling clans of the like-minded, whose endless economic and cultural competion is carefully managed by central planners of inestimable subtlety. To us it seems like a mad combination of heaven and hell. To them, it seems like normal life. And in this world, Mycroft and Carlyle have stumbled on the wild card that may destablize the system: the boy Bridger, who can effortlessly make his wishes come true. Who can, it would seem, bring inanimate objects to life.

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    Resenhas (2)Ver mais
    Paulo Vinicius picture
    Paulo Vinicius19/01/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ao passar as páginas deste livro, me senti lendo novamente A Ilha do Dia Anterior. Uma história interessante cercada de referências filosóficas por todos os lados. Uma leitura que se torna complexa porque a todo o momento o leitor precisa digerir as informações passadas a ele capítulo a capítulo. Sem dúvida alguma, Too Like the Lightning não é um livro para qualquer leitor, e não vai agradar à maioria. Mas, é preciso ressaltar e muito a qualidade da escrita e do conteúdo apresentados pela autora. Too Like the Lightning é escrito de uma maneira bem curiosa. Antes de mais nada ele é uma espécie de relato feito por Mycroft Canner a um "honorável leitor" a quem ele repassa as informações de três dias. O protagonista descreve os acontecimentos ocorridos em todos os lugares onde ele esteve presente ou que ele tenha obtido os dados posteriormente. Esse leitor a quem Mycroft se refere parece uma quarta parede porque é como se ele estivesse se dirigindo a nós. Mas, não é o caso. Em um determinado momento fica claro que existe uma razão para a qual Mycroft se dirige a esse interlocutor e parece que ele tem alguma utilidade na história. Então podemos dizer que a narrativa é em primeira pessoa em discurso livre direto. Alguns capítulos adotam o formato de entrevistas, enquanto outros são apresentados por outros narradores. A autora usa uma linguagem normal durante a história, mas nos momentos em que ela precisa se referir à "quarta parede" ela emprega um inglês arcaico. O que me incomodou na parte da escrita é a difícil curva de aprendizagem do livro. Eu estive para desistir em um momento da leitura porque nada fazia sentido, mas assisti a uma booktuber que eu gosto dizendo para persistir na história que por volta da metade tudo iria começar a fazer sentido (apesar de a autora ainda esconder muita informação). De fato isso aconteceu, mas no meu caso foi um pouquinho antes, por volta dos 40%. Não são todos os leitores que terão tamanha paciência com a história, persistindo em uma leitura complexa, porém é como se o Mar Vermelho se abrisse. Tudo começa a ficar mais claro e a história passa a fluir melhor. Os personagens são a grande riqueza da história. Todos são muito bem detalhados e complexos. Estamos diante de uma variedade de personagens que possuem características e objetivos diferentes. Seja o bash Saneer-Weeksbooth com os seus personagens exóticos ou o Illuminati de pessoas importantes que manipulam os acontecimentos do mundo. O que eu mais curti na prosa da Palmer foi a personalidade que ela dá aos personagens. Seja o luxurioso Ganymede, à doce, porém ardilosa Danae, à cafetina Madame, ao divino J.E.D.D., ao empresarial Mitsubishi. Estou falando da galera que compõe o poder neste mundo antes do bash (do clã) Weeksbooth porque eles me chamaram mais atenção. E isso porque a história gira inicialmente em torno dos poderes de Bridger. Mas, mais para frente vemos que existe muito mais no pano de fundo. Mycroft Canner é o exemplo do narrador não-confiável. O curioso é que nós, leitores, estamos acostumados com um tipo de narrativa mais linear. Desconfiamos no máximo quando se trata de uma história mais intimista em primeira pessoa. Quando é um épico em grande escopo, é difícil desconfiarmos. E aqui é preciso desconfiar o tempo inteiro. O personagem é um assassino em massa, e que aprendeu com o seu "encarceramento" a usar o jogo político a favor dele. A perceber que ele pode se tornar parte do pano de fundo e usar tudo e todos para colocar em funcionamento aquilo que ele deseja. Canner é uma espécie de serviçal coletivo. Como ele causou danos a todos os clãs deste mundo, ele se tornou escravo de todos os clãs. Sequer tem o direito de dormir enquanto o seu amo não o liberar. Isso faz com que ele esteja presente e saiba dos jogos políticos de todos os clãs. Sem querer, a pena pelos seus crimes fez de Mycroft um homem ainda mais perigoso. Já o clã Weeksbooth parece bem legal no começo de acompanharmos. A agitada Thisbe, o introvertido Cato, o louco Eureka e o escondido Bridger. Ah, e ainda tem o astro Sniper. A ação começa quando um novo sensayer (um homem responsável por sanar as dúvidas sobre religião e filosofia de um clã) é enviado para lá. Carlyle Foster é um sensayer fora do comum porque não segue muito bem a cartilha e tem uma visão muito inocente das coisas. Neste mundo, o proselitismo religioso foi proibido. Sequer mencionar uma religião a uma pessoa ou que você adotou uma é considerado crime. No máximo a pessoa pode consultar um sensayer e conversar com ele a respeito de suas dúvidas e angústias. Carlyle acaba encontrando Bridger, um menino capaz de dar vida a objetos animados: ele tem um exército de soldados de brinquedo, fez um desenho de uma poção de cura funcionar e ressuscitou um soldado morto usando métodos não convencionais. Tudo isso bagunça as crenças de Carlyle em Deus (no deus em que ele acredita). A narrativa é profundamente afetada pela filosofia do período conhecido como Iluminismo. Temos referências a vários deles como Voltaire, Diderot, Tocqueville, Rousseau. Existe uma segunda camada por baixo da história que vai tornar a leitura ainda mais rica. Entretanto, não é obrigatório ao leitor conhecer estes filósofos ou suas doutrinas. É possível entender bem a história sem isso. A autora consegue fazer essa transição muito bem e aproveitar nos mínimos detalhes estas ideias e mesclá-las com o que ela propôs. Para quem ler e ficar curioso, o Marquês de Sade realmente mistura reflexões políticas e teológicas ao lado de descrições sexuais extremamente vívidas. Fiquei chocado com isso. Outro aspecto interessante é a questão de gênero. Para acabar com a intolerância do mundo os governos decidiram anular o gênero das pessoas. Ninguém precisa assumir um gênero e pode mudar o seu rapidamente. A reprodução pode acontecer a partir de outras formas (não muito bem explicadas aqui... dá a entender que ainda seja sexual). Porém, Mycroft Canner, o transgressor, descreve as pessoas com o seu gênero. Ele mesmo se repreende em determinados trechos, mas pouco se importa com isso "pelo bem da narrativa", em suas palavras. A autora usa o pronome "they" em inglês para transmitir essa neutralidade. Lembrando que este pronome pessoal tem função de eles ou elas, e pode ser usado tanto para pessoas como para animais. Foi uma solução diferente da empregada por Ann Leckie em Justiça Ancilar (ela usou "it", que tem a mesma função, mas no singular). Gostei bastante da narrativa no final e fiquei chocado com o último capítulo. Ele bagunça tudo o que a autora construiu neste primeiro volume. Adoro livros que me desafiem a me tornar mais atento ao que me é passado, e este aqui se coloca justamente nessa circunstância. Já até comprei imediatamente o segundo e o terceiro volumes, mas admito que esta história não tem muita ação. É um livro de altas ideias que vai agradar a fãs de livros como Fundação, O Nome da Rosa e A Ilha do Dia Anterior.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.7 / 7
    • 5 estrelas57%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Ada Palmer

    Ada Palmer is an author of science fiction and fantasy, a historian, and a composer. Her first science fiction series "Terra Ignota" (published by Tor Books) mixes Enlightenment-era philosophy with traditional science fiction speculation to bring to life the year 2454, not a perfect future, but a utopian one, threatened by cultural upheaval. Ada Palmer studies the long-term evolution of ideas and the history of religious radicalism, science, and freethought, especially in the Italian Renaissance, Enlightenment, and Classical Greece and Rome. She teaches in the History Department at the University of Chicago, and did her Ph.D. at Harvard University. She composes close harmony folk music with mythological, science fiction and fantasy themes, and performs with the a cappella group Sassafrass. She also studies the history of manga anime, especially the "God of Manga" Osamu Tezuka, blogs for Tor.com and writes the history/philosophy blog ExUrbe.com

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